Arquivos do Hubble revelam mais de mil asteroides desconhecidos
Créditos: Getty Images/iStockphoto

Arquivos do Hubble revelam mais de mil asteroides desconhecidos

Objetos foram detectados por grupo de pesquisadores voluntários que analisa dados do famoso telescópio

Quantos asteroides você acha que vagaram no alcance dos telescópios de astrônomos sem serem detectados? Até mesmo os observadores do Hubble, um dos mais importantes da humanidade, 'deixam escapar' alguns. Recentemente, um grupo de cientistas identificou 1701 novos corpos celestes em arquivos do dispositivo.

As informações vêm de um compilado de arquivos dos últimos 20 anos, onde desse número de objetos, mais de 1000 são desconhecidos. Os pesquisadores as descobriram através de um banco de dados com mais de 37 mil imagens compostas do telescópio, tiradas entre abril de 2002 e março de 2021.

O grupo responsável pelo estudo, intitulado de "Caçador de Asteroides no Hubble", foi criado para identificar os corpos nos arquivos e conta com a participação de dezenas de milhares de voluntários. Para chegar ao número impressionante de asteroides ainda não 'famosos', bastou analisar cerca de 1% das imagens.

Os objetos descobertos recentemente têm um brilho fraco e são - provavelmente - menores do que os já detectados por telescópios terrestres. E apesar de não serem os mais conhecidos, podem trazer informações relevantes sobre a formação e o início do Sistema Solar.

"O lixo de um astrônomo pode ser o tesouro de outro", comentou Sandor Kruk, membro do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, na Alemanha. "Devido à órbita e ao movimento do próprio Hubble, as listras aparecem curvas nas imagens, o que dificulta a classificação dos rastros de asteroides. É difícil dizer a um computador como detectá-los automaticamente."

Para tornar possível a detecção desses asteroides menos brilhosos e mais difíceis de achar, os membros do grupo de pesquisa treinaram um algoritmo automatizado que procura rastros dos objetos nos arquivos do Hubble. Apesar de empolgante, a identificação dos mesmos necessita de mais observações.

A maioria deles tem como origem o Cinturão Principal, conhecido popularmente como Cinturão de Asteroides, uma região circular formada por múltiplos corpos irregulares que se encontra entre as órbitas de Marte e Júpiter.

O próximo passo das análises será determinar a distância que os novos asteroides estão e seus caminhos pelo espaço, o que pode trazer informações interessantes sobre suas origens e, quem sabe, propiciar a descoberta de mais objetos interestelares.

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Fonte: Inovação Tecnológica
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Fabio Tarnapolsky

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