Em queda, Bitcoin retrai na semana e registra menor valor desde julho de 2021
Créditos: Roger Brown/Pexels

Em queda, Bitcoin retrai na semana e registra menor valor desde julho de 2021

Maior criptomoeda do mundo vale hoje menos da metade de sua máxima histórica; Ethereum também caiu

Em baixa no mercado, o Bitcoin registrou nesta segunda-feira (9) seu menor valor nos últimos dez meses, desde julho do ano passado: cerca de US$ 31,5 mil (aproximadamente R$ 161,7 mil). A moeda cripto mais utilizada na tecnologia monetária acumula queda diária de mais de 7% e retraiu 18% na semana.

Análises indicam que o aumento nos volumes líquidos em transações registradas por corretoras - com entrada de cerca de 12,2 mil Bitcoins na última semana - pode ser o responsável pela desvalorização. Junto a isso, está sua possível regulamentação nos Estados Unidos e a tensão pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

A máxima histórica da moeda foi atingida em novembro de 2021: cerca de US$ 69 mil (R$ 354,61 mil). Desde então, ela já perdeu mais da metade de seu valor. O Ethereum, segunda maior criptomoeda no mercado, acompanhou a má fase da 'coirmã' e também caiu, para US$ 2,3 mil (R$ 11,82 mil).

Além dos valores de conversão, a capitalização do mercado de criptomoedas também sofreu com desvalorização e é atualmente calculada em cerca de US$ 1,47 trilhão. Para efeito de comparação, este número chegou a US$ 3 trilhões no último ano.

Mesmo com desvalorização, Bitcoin já é adotado como moeda oficial

Apesar das quedas, o Bitcoin ganhou influência em territórios nacionais no final de abril: menos de um ano após El Salvador adotá-lo como moeda oficial, a República Centro-Africana seguiu os mesmos passos do país latino-americano e fez o mesmo. A decisão foi aprovada pelo parlamento e apoiada pelo presidente da nação, Faustin-Archange Touadéra.

Apesar de ser vista como parte da economia do 'futuro', a implementação da criptomoeda como principal item da economia da nação intrigou o mercado. Sofrendo com guerra civil desde 2012, a República Centro-Africana é um dos países mais pobres do mundo e com menos acesso a internet e eletricidade.

De acordo com o site de insights globais DataReportal, somente 11% dos 4,8 milhões de habitantes do país desfrutam de internet e 14% de luz e eletricidade. Além disso, mais de 50% sequer possuem um celular.

De acordo com especialistas sobre mercado financeiro, a adoção do bitcoin seria uma tentativa de reduzir a influência da Europa na economia local. A moeda utilizada na República Centro-Africana era o Franco CFA da África Central (XAF), cuja unidade equivale a 0,0080 reais e é atrelada ao euro.

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Fonte: Reuters
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Fabio Tarnapolsky

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