Bill Gates teme desinformação no Twitter após compra de Elon Musk
Créditos: Reprodução/Exame/Getty Images/Getty

Bill Gates teme desinformação no Twitter após compra de Elon Musk

Segundo ex-CEO da Microsoft, liderança da rede deve ser firme no combate às fake news; sul-africano defende liberdade de expressão

A aquisição do Twitter por Elon Musk segue dando o que falar nos bastidores e deve continuar dando pano pra manga nos próximos dias. Bill Gates, fundador e ex-CEO da Microsoft, questionou as intenções do dono de Tesla e SpaceX em comprar a rede social do pássaro azul e reforçar - com frequência - o discurso a favor da liberdade de expressão.

O norte-americano demonstrou preocupações com a desinformação. Segundo ele, que já foi alvo sobre teorias relacionadas à vacina contra a Covid-19, as plataformas precisam ter responsabilidade com o que é divulgado em cada uma delas e uma liderança mão firme contra as fake news.

Falando na Cúpula do Conselho de CEOs do The Wall Street Journal na última quinta-feira (5), Gates questionou quais seriam os objetivos de Musk com a compra do Twitter e reiterou que a desinformação pode atrapalhar processos eleitorais e científicos.

“Quais são os objetivos dele?", disse o empresário. "Isso combina com essa ideia de falsidades menos extremas se espalhando tão rapidamente e teorias da conspiração estranhas? Ele compartilha desse objetivo ou não?”

“A maneira como você faz essas plataformas espalharem a verdade e não coisas malucas exige alguma invenção real. É um grande problema em termos de legitimidade de eleições ou inovações médicas e qualquer tipo de comportamento coletivo."

Apesar da desconfiança de Gates, ele já disse anteriormente que acha "impressionante" o trabalho de Musk com Tesla e SpaceX e reiterou que é necessário uma mente aberta, sem subestimar a capacidade do sul-africano - que nunca foi conhecido por piorar seus negócios.

CEO da Amazon também levantou questões sobre a aquisição

Bill Gates não foi o único a questionar Elon Musk sobre a compra do Twitter. Jeff Bezos, CEO da Amazon, fez comentários a respeito do negócio no final de abril, temendo a influência e "complexidade" da China, onde a rede social é bloqueada desde 2009.

O país asiático é peça importante para os negócios da Tesla, pois é o segundo maior mercado da empresa e o principal 'fornecedor' de baterias para seus veículos elétricos.

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Bezos indagou se, pela relação com a fabricante, a China poderia ganhar influência sobre o Twitter, mas crê que Musk seja "muito bom" em lidar com discussões do tipo e evitará que isso ocorra.

"Minha própria resposta a esta pergunta é provavelmente 'não' [maior influência do país]", disse ele no tuite. "O resultado mais provável a esse respeito é a complexidade na China para a Tesla, em vez de censura no Twitter."

"Veremos. Musk é extremamente bom em lidar com esse tipo de complexidade", acrescentou, citando no começo da conversa uma publicação de um repórter do jornal americano The New York Times sobre o assunto.

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Fonte: CNBC
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Fabio Tarnapolsky

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