Antigo diretor do Whatsapp detona Facebook e confessa que se arrepende de venda
Créditos: Reprodução/GizChina

Antigo diretor do Whatsapp detona Facebook e confessa que se arrepende de venda

Neeraj Arora, que trabalhou no financeiro do aplicativo, relembrou promessas quebradas pelos compradores e escândalos de privacidade

Em 2014, o Whatsapp foi comprado pelo Facebook, hoje controlado pela Meta, por cerca de US$ 16 bilhões (R$ 80,61 bilhões). Como o aplicativo nasceu em 2009, mais de metade do seu tempo de 'vida' foi sob comando do grupo de Mark Zuckerberg. No entanto, há ressentimentos: Neeraj Arora, antigo diretor de negócios da plataforma, confessou no Twitter que se arrepende da venda.

De acordo com o executivo, isso se deu por conta de algumas atitudes da empresa que adquiriu o Whatsapp, como desrespeito à privacidade dos usuários e quebra de promessas - e ele reiterou que não é o único com esse pensamento.

Segundo Arora, a primeira investida do Facebook foi entre 2012 e 2013, recusada pelos administradores - que tinham a intenção de crescer ainda mais a plataforma. Em 2014, nova oferta, e dessa vez aceitaram.

Se arrependimento matasse...

Neeraj relembrou que a proposta que os agradou tinha características de 'parceria', e não necessariamente de compra e controle total. As promessas pelo acordo incluíam manutenção da criptografia de ponta a ponta, não ter anúncios, independência dos diretores do Whatsapp nas decisões, cadeira no conselho para Jan Koum - CEO e cofundador do aplicativo - e escritório próprio.

Junto a isso, os antigos donos pediram que dados privados dos usuários não fossem explorados e nem 'trackeados' através de outras redes sociais.

Entretanto, as coisas não saíram como o esperado. Arora cita em sua thread no Twitter o escândalo do Facebook com a Cambridge Analytica, quando a plataforma forneceu dados de mais de 50 milhões de navegantes sem consentimento para a empresa americana com o objetivo de fazer campanhas políticas.

As informações foram captadas através de um aplicativo de teste psicológico na rede social. Quem participou do mesmo acabou entregando dados pessoais e também dos amigos de perfil - o caso foi descoberto graças a denúncias dos jornais The New York Times e The Guardian.

Pouco depois do ocorrido, um dos cofundadores do Whatsapp, Brian Acton, publicou um dos tuites mais polêmicos dos últimos anos, que foi relembrado por Neeraj: "Chegou a hora, #deleteofacebook".

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Segundo Arora, a plataforma hoje é apenas uma 'sombra' do que seus donos originais imaginaram construir para o mundo. "Ninguém sabia no começo que o Facebook se tornaria um 'Frankenstein' que devoraria dados de usuários e cuspiria dinheiro sujo", escreveu o executivo.

Neeraj encerrou seu manifesto reforçando que, para evoluírem, as empresas de tecnologia devem discutir os modelos de negócios e analisar como os mais perversos fazem com que bons serviços deem errado.

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Fonte: MacMagazine, G1
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Fabio Tarnapolsky

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