Ações da Amazon despencam e empresa não atinge expectativas de mercado
Créditos: Reprodução/Amazon

Ações da Amazon despencam e empresa não atinge expectativas de mercado

Gigante de tecnologia não teve bons resultados financeiros no primeiro trimestre de 2022

O relatório financeiro trimestral não trouxe boas perspectivas para a Amazon. As ações da empresa de Jeff Bezos despencaram em 10% e as despesas aumentaram, o que fez com que a projeção de receita líquida prevista seja entre 116 bilhões e 121 bilhões de dólares para os próximos três meses.

Os analistas do mercado esperavam que esse número chegasse a 125,48 bilhões. Segundo a gigante de tecnologia, os dados desfavoráveis se deram por conta de altos custos de operação de centros de distribuição e logística.

Com a alta mundial nos preços dos combustíveis, os consumidores têm menor renda para gastar em produtos e as entregas dos mesmos ficaram mais caras. Isso fez com que a Amazon aumentasse o preço de seu clube de entrega expressa.

A Amazon foi uma das empresas que segurou bem durante a pandemia de Covid-19. Suas vendas aumentaram e o lucro líquido subiu cerca de 37% no fim de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. No entanto, os altos salários para recrutar novos empregados durante a crise de mão de obra nos Estados Unidos 'frearam' o crescimento.

Mesmo com as medidas tomadas para superar o atual cenário financeiro mundial, a crise de mão de obra e de combustíveis, a organização não espera superar os 7,7 bilhões de dólares lucrados no primeiro trimestre de 2021 - a estimativa para 2022 é de "apenas" 3 bilhões.

Apesar de ter registrado aumento de vendas na América do Norte - cerca de 8% - as despesas subiram praticamente o dobro. Com isso, a Amazon teve prejuízo de 1,6 bilhão no mercado de seu continente natal. 

CEO da Amazon 'debateu' compra do Twitter por Elon Musk

Nos últimos dias, antes da divulgação do relatório financeiro, Bezos esteve envolvido em um pequeno "debate" sobre a compra do Twitter por Elon Musk. Segundo o CEO da empresa, o empresário sul-africano teria que lidar com a "complexidade" da China, onde a rede social é bloqueada desde 2009 e uma peça importante para os negócios da Tesla.

O americano indagou se, pela relação com a fabricante, o país asiático poderia ganhar influência sobre o Twitter, mas crê que Musk seja "muito bom" em lidar com discussões do tipo e evitará que isso ocorra, relembre:

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"Minha própria resposta a esta pergunta é provavelmente 'não' [maior influência do país]", disse ele no tuite. "O resultado mais provável a esse respeito é a complexidade na China para a Tesla, em vez de censura no Twitter."

"Veremos. Musk é extremamente bom em lidar com esse tipo de complexidade", concluiu, citando no começo da conversa uma publicação de um repórter do jornal americano The New York Times.

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Fonte: UOL, Gizmodo
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Fabio Tarnapolsky

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