Criatura marítima com quase 40 tentáculos é registrada por pesquisadores
Créditos: Divulgação/MBARI

Criatura marítima com quase 40 tentáculos é registrada por pesquisadores

Atolla reynoldsi, como ficou conhecida, é uma espécie de medusa e foi descoberta nos Estados Unidos

De acordo com a Organização Nacional Francesa de Hidrografia (OIH), a humanidade só desbravou cerca de 10% do fundo do oceano. Com isso, novas descobertas surgem constantemente e outras mais antigas demoram para ser 'entendidas', é o caso da Atolla reynoldsi, criatura encontrada há cerca de 15 anos e só nomeada recentemente.

Classificada como uma espécie do gênero Atolla - que engloba tipos de medusas e águas-vivas - o ser possuía uma geleia de coroa escarlate, nadava a mais de 1200 metros abaixo da superfície do mar e a estimativa dos pesquisadores é de possuía algo entre 26 e 39 tentáculos.

Os apêndices alongados se estendem em até seis vezes o diâmetro de seu 'corpo', conhecido como 'guarda-chuva' ou 'sino' e são utilizados para a captura de presas.

De acordo com os autores do estudo, esses tentáculos se diferem de outras espécies Atolla, pois são enrolados e muito maiores do que os de medusas mais conhecidas pela ciência.

“Seus tentáculos estão enrolados quando você o vê pela primeira vez, como molas, o que é muito estranho”, comentou George Matsumoto, pesquisador do Monterey Bay Aquarium Research Institute, responsável pela descoberta, ao jornal The Chronicle. “Há essas coisas que chamamos de cristas pontiagudas. Se você olhar para elas, parecem parte da roda de uma bicicleta. E isso é muito incomum.”

O oceano está cheio de espécies que ainda não foram descritas pela ciência e é o maior habitat do mundo", acrescentou o cientista.

O nome Atolla reynoldsi é uma homenagem a Jeff Reynolds, primeiro voluntário do instituto.

Confira o vídeo sobre a criatura compartilhado pelo MBARI:

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Uma descoberta publicada na revista Science Advances há algumas semanas analisou filamentos possivelmente deixados por bactérias em pedras na região chamada Cinturão Supracrustal Nuvvuagittuq, em Quebec, Canadá.

Isso indicou condições de existência de vida ainda mais antigas do que o previsto na Terra e uma rapidez, em escalas cosmológicas, no surgimento - cerca de 300 milhões de anos após a formação do nosso planeta. Tal velocidade tornaria mais fácil o 'gênesis" em outros astros. Confira matéria completa sobre aqui.

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Fonte: Olhar Digital, PetaPixel
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Fabio Tarnapolsky

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