DJI suspende vendas na Rússia e Ucrânia para evitar uso de drones em combate
Créditos: DJI/Reprodução

DJI suspende vendas na Rússia e Ucrânia para evitar uso de drones em combate

Guerra na Ucrânia tem a presença de até drones suicidas

A fabricante de drones DJI suspendeu temporariamente todas as suas atividades na Ucrânia e Rússia, devido o atual conflito que ocorre em solo ucraniano. A DJI é a primeira grande empresa da China a interromper vendas para o país, após as tropas de Vladmir Putin invadirem a Ucrânia. Previamente, a DJI havia sido acusada de estar permitindo que tropas russas utilizassem a tecnologia Aeroscope da empresa para matar civis. Afirmação, esta, que a empresa nega

Em um comunicado oficial recente, a empresa afirmou que os drones da DJI foram desenvolvidos para uso civil e não militar. Em seu pronunciamento a DJI afirmou que: "Queremos reiterar uma posição que mantemos há muito tempo: nossos produtos são feitos para melhorar a vida das pessoas e beneficiar o mundo, e deploramos absolutamente qualquer uso de nossos produtos para causar danos. A DJI só fez produtos para uso civil; eles não são projetados para aplicações militares."

26/04/2022 às 18:15
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A empresa também afirma que os drones desenvolvidos são utilizados por cientistas a proteger o meio ambiente, otimizar fluxos de trabalho, resgatar pessoas em situações de perigo, além do lazer. "A DJI acredita fortemente nesses princípios. Nossos distribuidores, revendedores e outros parceiros de negócios se comprometeram a segui-lo quando vendem e usam nossos produtos. Eles concordam em não vender produtos DJI para clientes que claramente planejam usá-los para fins militares ou ajudar a modificar nossos produtos para uso militar e entendem que encerraremos nosso relacionamento comercial com eles se não puderem cumprir esse compromisso.", completou a empresa no comunicado.

Drones de guerra

O conflito entre Rússia e Ucrânia vem mostrando, infelizmente, o forte protagonismo dos drones em ações militares. Desde identificação de tropas, ataques coordenados, drones modificados por civis para atirar molotovs, até mesmo o envio de modelos suicidas pelo governo dos Estados Unidos, desenvolvidos em sigilo e que podem apresentar alto potencial de letalidade.

Apesar de ter sido acusada de beneficiar tropas russas, até o momento, não há indícios suficientes para afirmar que a DJI tenha de fato favorecido a Rússia, mesmo que a China seja um dos poucos países que não está cortando seus laços com o país comandado por Vladmir Putin. No entanto, o vice primeiro ministro da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, acusou a DJI de permitir a utilização do sistema Aeroscope, da empresa, para que a Rússia guiasse seus mísseis e atingisse civis.

Resta saber se após o fim do conflito o 'legado' da guerra entre Rússia e Ucrânia será a aceleração desenfreada da militarização dos drones - algo que já vinha acontecendo - algo que com certeza poderá resultar em uma série de futuros problemas e inseguranças. 

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Fonte: Engadget, MC
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Luiz Schmidt

Estudante de jornalismo na UFSC e Escritor. Amante de games, anime, manga e cultura japonesa. Autor do livro Histórias de Amor Talvez Estranhas.

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