Jeff Bezos, CEO da Amazon, questiona influência da China no Twitter após compra por Elon Musk
Créditos: Getty Images/Bloomberg/Getty

Jeff Bezos, CEO da Amazon, questiona influência da China no Twitter após compra por Elon Musk

País asiático é importante nos negócios da Tesla, fabricante de carros elétricos do sul-africano

Jeff Bezos, CEO da Amazon, questionou a compra do Twitter por Elon Musk, dono de Tesla e SpaceX, consolidada na última segunda-feira (25). Segundo o norte-americano, o empresário terá que lidar com a "complexidade" da China, onde a rede social é bloqueada desde 2009, na nova administração.

O país asiático é peça importante para os negócios da fabricante de carros elétricos, pois é o segundo maior mercado da empresa e o principal 'fornecedor' de baterias para veículos do tipo.

Com a aquisição de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 219,18 bilhões), Bezos indagou se, pela relação com a Tesla, a China poderia ganhar influência sobre o Twitter, mas crê que Musk seja "muito bom" em lidar com discussões do tipo e evitará que isso ocorra.

"Minha própria resposta a esta pergunta é provavelmente 'não' [maior influência do país]", disse ele no tuite. "O resultado mais provável a esse respeito é a complexidade na China para a Tesla, em vez de censura no Twitter."

"Veremos. Musk é extremamente bom em lidar com esse tipo de complexidade", acrescentou, citando no começo da conversa uma publicação de um repórter do jornal americano The New York Times sobre o assunto. O sul-africano ainda não respondeu as indagações a respeito.

O Twitter segue como tema de debate em muitos países sobre liberdade de expressão e disseminação de desinformação e fake news, sendo proibido em alguns países, como a própria China.

Musk tem apoio de cofundador do Twitter

O cofundador da rede, Jack Dorsey, não comentou a respeito das relações com o país, mas disse que Musk será bom para o grupo e a única pessoa que confia para resolver problemas corporativos e retirar o status de "empresa", que ele rejeita.

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"Em princípio, não acredito que ninguém deva possuir ou administrar o Twitter", comentou. "Ela quer ser um bem público e não uma organização. Resolvendo o problema de ser uma empresa, no entanto, Elon é a solução singular em que confio."

"A ideia e o serviço são tudo o que importa para mim, e farei o que for preciso para proteger ambos. O Twitter como empresa sempre foi meu único problema e meu maior arrependimento. Foi propriedade de Wall Street e do modelo de anúncio. Tirá-lo do Wall Street é o primeiro passo correto", acrescentou.

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Fonte: Gizmodo
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Fabio Tarnapolsky

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