Gasolina do Brasil é a terceira mais cara do mundo em relação ao salário mínimo
Créditos: Reprodução/Terra

Gasolina do Brasil é a terceira mais cara do mundo em relação ao salário mínimo

Preço dos combustíveis tem impacto de 9% no salário médio do país; apenas Filipinas e Indonésia superam

Apesar de ter subido em todo o planeta, o preço dos combustíveis continua sendo um problema sério especialmente para o Brasil. Um levantamento da consultoria Oxford Economics calculou quanto o valor do litro da gasolina impacta no salário médio do país, e ficou em 9% no território nacional.

Apenas Filipinas, com 19%, e Indonésia, com 13%, aparecem à frente, fechando o top 3. As nações com combustível mais barato incluem México (7%), Chile (3%) e Colômbia (1%) na América Latina e membros do BRICS como China (6%) e África do Sul (2%).

Parte desse aumento veio após a implementação do Preço de Paridade Internacional (PPI) pela Petrobrás, em 2016, que prevê reajustes nos preços internos de acordo com o valor do barril de petróleo e do câmbio.

Anteriormente, a petrolífera subsidiava o custo dos combustíveis no mercado doméstico, em um método conhecido como "flutuação suja" - absorvendo parte das oscilações de câmbio e preço do petróleo

A política PPI foi instituída na empresa no início da gestão do empresário Pedro Parente. Desde então, os gastos com gasolina cresceram cerca de 57% no Brasil - descontando a inflação - e o valor das ações da Petrobrás dobrou.

Alto impacto e soluções difíceis

Segundo os economistas Marcos Casarin e Felipe Camargo, representantes da Oxford Economics na América Latina, o resultado mostra um forte impacto nos recursos da população que não deveria ser o principal.

"Os custos mais altos de combustível espremeram outros gastos", disseram em relatório enviado a clientes e relatado pela Gazeta do Povo. "[Chegou] ao ponto de o brasileiro médio agora gastar mais em transporte do que em alimentação ou aluguel."

De acordo com Casarin e Camargo, alternativas para estabilizar os preços até o final do ano seria a Petrobrás abrir mão do lucro e manter os preços menores do que a paridade ou a criação de um fundo de estabilização pelo governo - método usado por República Dominicana, México e Chile.

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No entanto, eles reiteraram a dificuldade de isso ser posto em prática até o fim do ano pela necessidade de aprovação de uma emenda constitucional pelo Congresso caso o presidente Jair Bolsonaro tente implementá-lo.

Utilizar recursos do orçamento acarretaria em possível furo do teto de gastos e risco de processo ao poder executivo por crime de responsabilidade - além de desaprovação do mercado.

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Fonte: UOL, Gazeta do Povo
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Fabio Tarnapolsky

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