Cientistas confirmam erupção em Tonga como a maior do século XXI; relembre momento
Créditos: Reprodução/1NewsNZ/Twitter

Cientistas confirmam erupção em Tonga como a maior do século XXI; relembre momento

Vulcão Hunga Tonga explodiu em 15 de janeiro de 2022 e causou estragos não vistos há muito tempo

A erupção do vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha'apai, registrada em 15 de janeiro de 2022, foi classificada como a maior do século XXI por pesquisadores da Universidade Grenoble Alpes, da França. O evento foi definido com escala 6 - de um máximo de 8 - no Índice de Explosividade Vulcâniva (IEV).

Na época, a explosão gerou ondas grandes na capital de Tonga, produziu nuvens de gás, poeira e cinzas que chegaram à mesosfera e ondas de choque atmosféricas viajaram ao redor do planeta. Também foi registradas tsunamis no Caribe.

Durante a erupção, mais de 200 mil raios foram flagrados na região do incidente durante uma hora. O rompimento do único cabo de comunicação do arquipélago deixou muitas ilhas do Pacífico incomunicáveis.

O IEV apontou escala 6 para o evento de Tonga, cujas erupções são esperadas uma vez a cada 50 a 100 anos. As explosões no nível 8 - o último da medição - são muito raras e ocorreriam em média a cada 50 mil anos.

O algoritmo é novo e capaz de estimar o tamanho de incidentes do tipo em menos de duas horas após ocorrerem, de acordo com estudo publicado na revista científica Geophysical Resarch Letters. A rapidez nas análises ajudaria a avaliar os impactos e como resolvê-los em maior velocidade.

Relembre como foi a explosão do Hunga Tonga

Na época da erupção do Hunga Tonga, pesquisadores de todo mundo trabalharam para entender o porquê da magnitude ter sido tão alta.

De acordo com artigo na revista Earthquake Research Advances, uma explosão no dia anterior teria afundado sua 'chaminé' principal sob a superfície oceânica, o que o 'preparou' para o evento que todos presenciamos.

Em outras palavras, rochas derretidas foram jogadas no mar, o que a fez vaporizar e combinar com cristais de gelo na atmosfera superior. Isso explicaria a intensa descarga de raios, que representou cerca de 80% de todos registrados no planeta naquela hora.

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O auge da erupção ocorreu nos primeiros 120 minutos e a erupção acabou após cerca de 12 horas. Segundo cientistas, quase dois quilômetros cúbicos de materiais foram enviados ao espaço, responsáveis pelos efeitos de ondulação sentidos ao redor do mundo.

Erupção lançou cinzas e gases na mesosfera

A nossa atmosfera tem cinco camadas. Nós vivemos na Troposfera, a mais baixa. Acima estão a estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. E foi na mesosfera, localizada 50 km acima da superfície terrestre, que o Hunga Tonga jogou cinzas e gases de sua erupção.

A maior altura da nuvem de fumaça registrada pelo satélite Himawari, do Geostationary Operational Environmental Satellite (Satélites Geoestacionários de Operação Ambiental, GOES em inglês), foi de 58 km, passando com sobras o limite da mesosfera, que mede 15 km.

Conforme o tweet de Joshua Stevens, funcionário da NASA, a altura da explosão é provavelmente um recorde da "era dos satélites", período em que a humanidade começou a observar e medir diversos fenômenos através do uso destes equipamentos.

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Fonte: Gizmodo, Olhar Digital
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Fabio Tarnapolsky

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