Novo metal testado pela NASA suporta temperaturas de até 1000 graus Celsius
Créditos: Reprodução/NASA

Novo metal testado pela NASA suporta temperaturas de até 1000 graus Celsius

GRX-810, como ficou conhecido o objeto, pode ser caminho para exploração espacial sustentável e eficiente

Pensando em aumentar a durabilidade dos motores a jatos, reduzir o consumo de combustível e gastos com manutenção, a NASA desenvolveu um objeto metálico capaz de superar condições extremas - como temperaturas inimagináveis em nossa Terra.

O material é formado por liga reforçada de dispersão de óxido, que o deixa capaz de manter a força estrutural em cenários adversos, e pode ser fabricado através de processos de impressão 3D. A ideia é que isso ajude a melhorar durabilidade e resistência de peças utilizadas na aviação e missões no espaço.

Para que entendessem o comportamento e desempenho termodinâmico do elemento, os pesquisadores usufruíram de imagem computacional, mas não foi fácil obter o objeto, chamado de GRX-810. Segundo relatos, foram mais de 30 tentativas para isso.

"Essas novas ligas podem ser usadas para construir peças aeroespaciais mais leves e baratas", disse Dale Hopkins, vice-gerente de projetos da NASA, conforme relatado pelo site Canaltech. "[Isso] contribui para os avanços de voos sustentáveis, com equipamentos duráveis sendo construídos para aeronaves e motores de foguetes."

“Esta inovação é revolucionária para o desenvolvimento aeroespacial. Anteriormente, um aumento na resistência à tração geralmente reduzia a capacidade de um material de esticar e dobrar antes de quebrar, e é por isso que nossa nova liga é notável", acrescentou.

O otimismo do pesquisador é por conta do desempenho da liga em testes com altas temperaturas. O material apresentou resistência e flexibilidade em medições de até 1093 ºC. Sua durabilidade também foi notável.

Eficiência e sustentabilidade

Além da eficiência, o GRX-810 também é visto como um potencial ajudante no desenvolvimento sustentável, pois sua vida útil contribui para a redução do uso de combustível e manutenção de aeronaves nas missões espaciais. E por ser criado através de impressão 3D, há muitas opções de variar de seu design.

"Essa ferramenta de modelagem produz resultados em muito menos tempo e com custos menores do que os processos tradicionais de tentativa e erro" comentou Steve Arnold, responsável pela pesquisa de materiais da NASA.

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"Esse sistema de produção também evita becos sem saída e mostra aos pesquisadores não apenas quais tipos de metal incorporar, mas quanto de cada elemento colocar na composição de uma peça", completou.

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Fonte: NASA
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Fabio Tarnapolsky

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