Netflix perde mais de US$ 6 bilhões por ano com compartilhamento de senhas
Créditos: Anastasia Shuraeva/Pexels

Netflix perde mais de US$ 6 bilhões por ano com compartilhamento de senhas

De acordo com especialistas, por ano, os serviços de streaming perdem US$ 25 bilhões

A Netflix estaria perdendo cerca de US$ 6,25 bilhões por ano por conta de compartilhamento de senhas. De acordo com especialistas os serviços de streaming estão perdendo valores astronômicos por conta disto, inclusive com revendas a com valor muito abaixo do praticado oficialmente. 

Em matéria do jornal The Sacramento Bee, sites vendem assinatura da Netflix em 4K por apenas US$ 1, sendo que o preço normal nos Estados Unidos é de US$ 19,99. No Brasil, o valor é de R$ 55,90. A empresa não é a única a sofrer com esse tipo de comércio ilegal. HBO Max e Disney+ também sendo roubadas pelos chamados mercados desonestos. No mercado paralelo, o HBO Max custa US$ 1,09 e o Disney+ é US$ 0,90.

À medida que a concorrência para os clientes entre os serviços de streaming aquece, a proliferação de marketplaces online onde senhas estão sendo vendidas ilegalmente a preços muito abaixo do mercado. Esses mercados ilícitos surgiram em resposta à popularidade do compartilhamento de senhas — que se tornou uma dor de cabeça crescente para streamers que dependem da receita de assinatura para financiar o aumento do custo de produção de conteúdo.

O compartilhamento de contas e a pirataria custaram aos serviços de streaming e provedores de TV paga US$ 9,1 bilhões de receita perdida em 2019. Espera-se que isso cresça para US$ 12,5 bilhões em receita perdida até 2024, de acordo com a empresa de pesquisa e consultoria de mercado Parks Associates. Outros especialistas apontam que essas estimativas são conservadoras. Um analista do Citi disse que os serviços de streaming perdem cerca de US$ 25 bilhões por ano devido ao compartilhamento de senhas, com a Netflix representando 25% desse valor (que representa US$ 6,25 bilhões).

"No passado, o compartilhamento de senhas foi tolerado porque é uma forma de aumentar seu público, a popularidade de sua marca e seu serviço", disse Ken Gerstein, vice-presidente de vendas da NAGRA, empresa suíça que assessora streamers e outros em medidas antipirataria. "Mas há um ponto em que a concorrência começa a limitar o crescimento. Então é possível perceber um ponto de inflexão que está começando a ter um impacto tão grande no crescimento dos assinantes, que está forçando os streamings a começar a agir", afirmou.

Medidas de restrição

A plataforma de streaming, nesta quarta-feira (16) proibiu o compartilhamento de contas na Costa Rica, Chile e Peru. Como os três países fazem parte da América Latina. Os assinantes precisarão acessar o Netflix  através do mesmo IP. Caso o IP seja diferente, o consumidor precisará informar um código de verificação enviado por e-mail. Toda vez que o usuário registrar o código, a Netflix irá gravar o endereço de IP e o mesmo processo precisará ser repetido toda vez que o IP mudar. Essa estratégia dificulta o acesso a plataforma em diferentes locais em uma mesma conta.

"Como resultado, as contas estão sendo compartilhadas entre as famílias — impactando nossa capacidade de investir em novas produções de séries e filmes para nossos membros", escreveu Chengyi Long, diretor de inovação de produtos da Netflix, em um post no blog no mês passado.

Ele acrescentou que a empresa monitoraria os testes antes de implantá-lo para outros países.

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Fonte: The Sacramento Bee
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Cristino Melo

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