Revolução na ciência? Cientistas clamam resposta de paradoxo sobre buracos negros identificado por Stephen Hawking
Créditos: NASA/JPL-Caltech

Revolução na ciência? Cientistas clamam resposta de paradoxo sobre buracos negros identificado por Stephen Hawking

Problema colocaria em conflito mecânicas fundamentais do universo, mas pode ser resolvido de forma 'simples', segundo pesquisadores

Stephen Hawking identificou durante sua vida um dos maiores paradoxos da ciência, que envolve as regiões mais complexas conhecidas no universo - os buracos negros. O renomado cientista destacava que eles se comportam de maneira que põe duas teorias fundamentais da física em conflito, mas pesquisadores do Reino Unido dizem ter resolvido o 'problema'.

O paradoxo consiste no embate entre a teoria geral da relatividade de Einstein - que afirma que informações sobre o que entra em um buraco negro não podem sair - e o conceito da mecânica quântica, que coloca isso como impossível. De acordo com o grupo da Universidade de Sussex, que clama a resolução, componentes de estrela deixam marcas no campo gravitacional da região, conhecidas como "cabelo quântico."

Buracos negros se formam a partir de estrelas mortas. Seu campo gravitacional é tão intenso que nem mesmo luz ou radiação eletromagnética conseguem escapar - conhecido em seu limite como horizonte de eventos.

O "teorema do cabelo" foi chamado assim por supostamente desbancar uma antiga teoria conhecida como "teorema da calvície" -  que coloca descrição matemática de um buraco negro como uma entidade que tem massa, rotação e carga, mas sem outras características físicas.

O novo teorema, publicado na revista científica Physical Review Letters, afirma resolver o paradoxo de Hawking e mudar o conceito 'calvo'. Segundo os autores, informações sobre o que entra em um buraco negro poderiam sair novamente sem violar nenhum princípio de outras teorias - como propriedade da região.

Isso seria capaz pela natureza do "cabelo quântico", que permitiria as marcas deixadas por estrelas nessas 'entidades' espaciais.

Simplicidade x complexidade

Estudos sobre o paradoxo são realizados desde que Hawking o propôs, e sua resolução até hoje envolve análises radicais - algumas sugerindo que a mecânica quântica poderia estar errada em alguns pontos. 

Continua após a publicidade

Para Xavier Calmet, um dos cientistas do grupo que diz ter resolvido o problema, o novo teorema pode enfrentar resistência para ser aceito justamente por sua solução "simples" em relação às mais complexas já estudadas.

"O problema foi resolvido", disse ele à BBC News. "No entanto, levará algum tempo para as pessoas aceitarem. Hawking apresentou o paradoxo no ano em que nasci. Então, vai demorar um pouco para as pessoas aceitarem que você não precisa de uma solução radical."

"Uma das consequências do paradoxo de Hawking era que a relatividade geral e a mecânica quântica eram incompatíveis. O que estamos descobrindo é que elas são bem compatíveis", acrescentou.

O trabalho da equipe, formada por Calmet e os professores Roberto Casadio (Universidade de Bolonha, Itália) e Stephen Hsu (Universidade Estadual do Michigan, EUA) foi baseado em estudos do professor Suvrat Raju, do Centro Internacional de Ciência Teóricas, localizado na Índia. Ele também apoia a solução 'simples'.

.....

Está pensando em comprar algum produto online? Conheça a extensão Economize do Mundo Conectado para Google Chrome. Ela é gratuita e oferece a você comparativo de preços nas principais lojas e cupons para você comprar sempre com o melhor preço. Baixe agora.

Fonte: Correio Braziliense
User img

Fabio Tarnapolsky

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.