Volkswagen mudará estrutura de seus carros elétricos visando 700 km de autonomia
Créditos: Divulgação/Volkswagen

Volkswagen mudará estrutura de seus carros elétricos visando 700 km de autonomia

Ajustes serão feitos na taxa de carregamento da plataforma MEB, dedicada a veículos do tipo; crise dos semicondutores preocupa

Pensando em aumentar a autonomia de seus veículos elétricos, a Volkswagen anunciou que fará uma série de ajustes na plataforma MEB (Modular Electric Platform) - dedicada 100% às máquinas do tipo para que elas não precisem ser ajustadas a partir da base dos comuns. O objetivo é chegar a um alcance de 700 km.

As novidades foram divulgadas durante apresentação da fabricante no Paris Electric Car Day, evento dedicado à tecnologias elétricas organizado pelo grupo de investimentos suíço UBS, responsável por gestão de fortunas, banco de investimento, gestão e corretagem de valores mobiliários.

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A MEB é base de todos os carros elétricos da família ID da Volks - os mais conhecidos são o ID.3 e a Kombi elétrica. Criada em 2015, ela surgiu com o objetivo de maximizar os avanços na fabricação de células de bateria.

O aumento na autonomia para o possível alcance de 700 km seria baseado principalmente no upgrade da taxa de carregamento, através do ajuste na MEB. O número subiria para 200 kW e permitiria viagens de longa distância.

Essa atualização deve estrear em lançamentos de 2023, como o sedã elétrico Aero B e nas próximas versões da série ID.

Crise dos semicondutores durante 'auge' dos carros elétricos preocupa

Apesar das expectativas de avanço com os upgrades na MEB, a crise dos semicondutores - que deve continuar no próximo ano - segue como motivo de cautela.

Os semicondutores são materiais de condução elétrica e essenciais para veículos do tipo - cada vez mais comercializados, sua fabricação em massa necessita do dispositivo. De acordo com a consultoria LMC Automotive, a venda de carros elétricos subiu para 4,5 milhões ao redor do globo, o triplo de 2019 - antes da pandemia de Covid-19.

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A atual crise foi desencadeada por fatores como desaceleração da produção, brigas comerciais entre Estados Unidos e China e incêndios em fábricas do componente. Devido à complicada situação, as montadoras preveem escassez do elemento nos próximos anos.

De acordo com o diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, o cenário não deve melhorar de forma geral até 2024. No entanto, é esperado um pequeno 'respiro' no segundo semestre de 2022, mesmo que não resolva o problema "estrutural", como dito por ele ao jornal alemão Boersen-Zeitung.

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Fonte: Olhar Digital, Garagem360
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Fabio Tarnapolsky

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