Telescópio Hubble confirma que cometa descoberto por brasileiro é o maior já visto; confira seu tamanho
Créditos: NOIRLab/NSF/AURA/J. Da Silva

Telescópio Hubble confirma que cometa descoberto por brasileiro é o maior já visto; confira seu tamanho

Objeto de 128 quilômetros de diâmetro será tema de estudo graças à sua aproximação ao sol até 2031

O brasileiro Pedro Bernardinelli, astrônomo brasileiro da USP, e seu orientador no doutorado na Universidade da Pensilvânia, Gary Bernstein, descobriram o maior cometa conhecido até hoje: o C/2014 UN271. Após anos de estudos, o Hubble determinou o tamanho e confirmou seu 'título'.

De acordo com as informações do telescópio, o objeto tem diâmetro de aproximadamente 128 quilômetros, superando o antigo detentor do 'cinturão' - C/2002 VQ94 - em mais de 30 quilômetros.

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O Bernardinelli-Bernstein, como ficou conhecido, foi observado pela primeira vez em novembro de 2020. Na época, ele estava a três bilhões de quilômetros do sol e logo chamou atenção pelo seu tamanho. Alguns o confundiram até com um planeta anão.

Pedro e Gaty não utilizaram telescópios para detectá-lo, foi através de análise de imagens de arquivo do Dark Energy Survey, mapeamento do universo que estuda a energia escura - conceito de energia que é dito ser o predominante no cosmos e o responsável por sua expansão, cada vez mais rápida.

Bernardinelli-Bernstein: um megacometa

Após observações recentes com o Hubble, a comunidade científica confirmou que o Bernardinelli-Bernstein se configura como um megacometa, e não um planeta anão. Seu núcleo é cerca de 50 vezes maior que o encontrado nos cometas 'usuais', com massa estimada em 500 trilhões de toneladas, cem mil vezes a medida dos mais conhecidos.

As maiores dificuldades para analisar o objeto foram sua distância e a 'crina' de poeira ao seu redor. O Hubble não conseguia especificar seu núcleo por estar muito longe e mostrava um pico de luz brilhante em sua direção.

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Para resolver essa questão, Man-To Hui, da Universidade de Macau, desenvolveu um modelo de computador que detectou a crina e a colocou nas imagens do telescópio. Assim, seu brilho foi subtraído para resultar no núcleo.

A maior aproximação do Bernardinelli-Berstein ao sol ocorrerá em 2031. A expectativa na comunidade científica é de que, com o cometa cada vez mais perto do nosso sistema solar e seus anos de 'gap closer', será possível determinar melhor os dados já coletados a respeito do cometa e deixar ainda mais precisos os estudos sobre sua composição.

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Fonte: Inovação Tecnológica
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Fabio Tarnapolsky

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