Estudo com acelerador de partículas em Chicago pode revolucionar conhecimento do universo; entenda
Créditos: Divulgação/Fermilab

Estudo com acelerador de partículas em Chicago pode revolucionar conhecimento do universo; entenda

Cientistas do Fermilab Collider Detector descobriram diferença no bóson W, partícula de enorme importância na física

Esqueça tudo que você aprendeu sobre como o universo funciona. Uma nova teoria está sendo idealizada e trabalhada por cientistas de Chicago devido à descoberta de que uma partícula subatômica, conhecida como bóson W, tem mais massa do que é dito. Os experimentos foram feitos através do Fermilab Collider Detector, estudo de colisão de partículas no acelerador Tevatron.

A diferença é de cerca de apenas 0,1%, mas isso traria impactos enormes na física. O chamado Modelo Patrão do estudo de partículas não previu qualquer discrepância por 50 anos e a confirmação das análises representaria um marco na ciência e compreensão do universo, o mais importante desde a teoria da relatividade de Einstein.

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Apesar de representar um grande passo para a humanidade, a comunidade física, como de costume, segue em cautela, pois os resultados, mesmo precisos, estão em desacordo com medidas gabaritadas do Modelo Padrão e que discordam de forma veemente do estudo de Chicago.

"Se os resultados forem comprovados por outros experimentos, o mundo parecerá diferente", disse David Toback, co-porta-voz do projeto, à BBC News. "Haverá uma mudança de paradigma. A esperança é que talvez esse resultado seja o que causará uma ruptura."

"Carl Sagan (um dos astrônomos mais famosos da história) disse que 'afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias'. Acreditamos que temos isso."

Giorgio Chiarelli, professor e mais um co-porta-voz do Fermilab Collider Detector, revelou à BBC que os resultados surpreenderam a equipe: "Ninguém esperava por isso. Achamos que talvez tivéssemos algo errado".

Estudo pode mudar a concepção do universo

A ideia de que o estudo pode mudar a compreensão do universo é apoiada também por membros do LHC, o Grande Colisor de Hádrons, que é o maior acelerador de partículas do mundo. Um deles é Mitesh Patel, do Imperial College de Londres.

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"A esperança é que essas rachaduras se transformem em abismos e, assim, veremos algum sinal que não apenas confirma que o Modelo Padrão caiu por terra como uma descrição da natureza, mas também nos dá uma nova direção para nos ajudar a entender o que estamos vendo e como é a nova teoria da física", disse ele.

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"Se isso for verdade, deve haver novas partículas e novas forças para explicar como tornar esses dados consistentes", acrescentou.

O experimento deve seguir no LHC, que será reiniciado após três anos de reforma. Caso os resultados sejam positivos e apoiem a ideia do Fermilab Collider Detector, teremos novas informações e conceitos no ensino da física.

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Fonte: BBC
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Fabio Tarnapolsky

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