Cigarros eletrônicos devem seguir proibidos no Brasil, recomenda Anvisa
Créditos: PIXABAY

Cigarros eletrônicos devem seguir proibidos no Brasil, recomenda Anvisa

Equipe técnica da agência, que decidirá futuro do produto no país, vê risco potencial à saúde pública com liberação

Proibidos desde 2009, os cigarros eletrônicos devem continuar fora do comércio brasileiro. Em 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou processo de atualização da diretriz e especulou-se sobre uma possível flexibilização. No entanto, uma equipe técnica do órgão manteve a recomendação contra o dispositivo por serem "potencialmente lesivos à saúde pública" e a liberação "tecnicamente inviável".

Mesmo com a proibição, o uso dos 'cigarros tecnológicos' cresceu no país nos últimos anos e hoje em dia é 'febre' entre muitos jovens, por sua facilidade de consumo: basta apenas uma bateria para esquentar o líquido que forma a essência. Normalmente, é uma mistura de água, aromatizante alimentar, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal.

"Se mostrou tecnicamente inadequado o desenho de um cenário no qual houvesse a permissão da comercialização destes produtos no país", destacou o relatório. "[Isso] devido a todos os riscos à saúde, tanto individuais quanto populacionais, comprovadamente causados pelos DEF (Dispositivos Eletrônicos de Fumar) e à ausência da comprovação de benefícios que justificassem a sua utilização."

Apesar de parecer inofensivo à saúde, muito por conta do aroma agradável - bem diferente do cigarro comum - o cigarro eletrônico, ou 'vape', como popularmente conhecido, é criticado por profissionais de saúde. Muitas vezes é difícil de notar o que a essência contém e a nicotina não é sempre 'neutralizada'. E a produção do aerossol pode deixar o dispositivo ainda mais nocivo que o fumo tradicional.

“Ele tem um filamento, que deve ser aquecido", reforçou Paulo Corrêa, coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em entrevista ao Estadão.

"O filamento é revestido por níquel e outros metais, como latão e cobre. O nível de níquel que tem nos cigarros eletrônicos é de duas a 100 vezes maior do que nos tradicionais. E é considerado cancerígeno", acrescentou.

Os fabricantes do cigarro eletrônico e alguns de seus usuários insistem que o risco é mínimo e que ele pode ajudar a combater o vício do cigarro comum, mesmo com os efeitos 'colaterais' por conta das substâncias encontradas nele. Além disso, especialistas acreditam que pode ser a porta de entrada para o tabagismo.

A Anvisa ressaltou que dados sobre riscos de curto a longo prazo não foram apresentados pelas empresas que fabricam o cigarro eletrônico, e a equipe técnica da agência, responsável pelo futuro do produto no Brasil, pediu para que sejam feitas ações educativas desencorajando o uso.

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Fonte: UOL, Estadão
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Fabio Tarnapolsky

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