Passagens de meteoros são registradas no Nordeste e Sul do país e criam "bolas de fogo" no céu
Créditos: (Foto: Observatório Heller & Jung/Divulgação)

Passagens de meteoros são registradas no Nordeste e Sul do país e criam "bolas de fogo" no céu

Observatórios e cinegrafistas amadores flagraram corpos celestes nas capitais Porto Alegre, Maceió, Aracaju e outras cidades

As últimas noites brasileiras foram presenteadas com 'eventos cósmicos': meteoros cruzaram os céus de Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Sul na última terça (5) e quarta-feira (6). Os registros no nordeste brasileiro foram feitos em torno das 18h, através de câmeras do portal Clima Ao Vivo, enquanto as filmagens no sul ocorreram às 20h47. Apesar do 'susto' para alguns, a passagem de meteoros no céu é comum e não representa perigo para a Terra.

No final de 2021, ao menos duas 'visitas' aconteceram: uma em outubro, em Cuiabá, e outra em novembro, em mais de dez municípios da região nordeste. E já em 2022, também no RS, um corpo celeste explodiu duas vezes no céu do estado, um fenômeno raro.

O meteoro de Porto Alegre registrado na quarta-feira recebeu o título de "fireball" - como são denominados os que superam a luminosidade de Vênus no céu - ou simplesmente "bola de fogo", e sua intensidade foi devido ao seu tamanho.

"Quando atingem a atmosfera da Terra nessa velocidade, mesmo fragmentos tão pequenos quanto um grão de areia são capazes de aquecer instantaneamente os gases atmosféricos, gerando um fenômeno luminoso chamado de meteoro", explicou o astrônomo e diretor da Rede Brasileira de Observação de Meteoros, Marcelo Zurita, conforme relatado pela CNN Brasil. "O meteoro é apenas o fenômeno, nada mais. Meteoro não é sólido, não é líquido e nem gasoso, é apenas luz. Popularmente, é também chamado de estrela cadente."

O do nordeste não teve a mesma intensidade, mas foi possível avistá-lo em ao menos quatro cidades: Maceió (AL), Aracaju (SE), Estância (SE) e Gracho Cardoso (SE).

Passagens são comuns e planeta tem até 'calendário' de meteoros

A velocidade com que asteroides e cometas orbitam o Sol é muito alta e pode chegar a 266 mil quilômetreos por hora. Alguns fazem voltas tão longas que só é possível os presenciarmos uma única vez na vida. O exemplo mais famoso é o Cometa Hale-Bopp, que leva cerca de 2533 anos para dar uma volta completa no sistema solar. Ele passou pela Terra de 1996 a 1997 e tem seu retorno previsto para o ano de 4380, com possíveis variações.

Outro que nos visitará novamente, mas em bem menos tempo, é o Cometa Halley, um dos mais antigos meteoros detectados pela humanidade, e que retornará em 2061. Sua última passagem foi em 1986, com órbita de 75 anos. Este é o único cometa de curto período a aparecer nos céus duas vezes em uma única geração humana.

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Fonte: G1
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Fabio Tarnapolsky

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