Ciberataques a dados bancários cresceram 141% no Brasil
Créditos: Reprodução/Pixabay

Ciberataques a dados bancários cresceram 141% no Brasil

Software foi utilizado para monitorar ataques virtuais

As organizações do setor financeiro estão entre os principais alvos de ciberataques no Brasil. O alerta é resultado de uma análise da Apura, empresa segurança na internet. No último ano, o setor respondeu por 4,3% do total de ataques combatidos pela empresa especializada. 

06/04/2022 às 08:24
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Com a popularização do internet banking e do Pix, os brasileiros estão mais propensos a serem alvos de ataques que visem roubar dados bancários. Por isso, o primeiro passo para evitar ser vítima de ciberataques é tomar cuidado com possíveis golpes em redes sociais e aplicativo de mensagens, como o WhatsApp. Nunca clique em link suspeitos e desconfie de mensagens de parentes e amigos pedindo dinheiro.

Ultimamente, cibercriminosos utilizam a imagem de perfil de pessoas para se passar por ela em aplicativos de mensagens. Eles abordam amigos e parentes informando que o número de telefone foi mudado e pedem um depósito bancário, justificando que bateu o limite diário de transações. Caso passe por essa situação, peça para fazer uma videochamada com a pessoa para confirmar que ela mesmo.

“O setor financeiro está na lista dos dez principais alvos. Embora com participação menor que aqueles no topo da lista – como órgãos do governo e indústrias –, é índice significativo. Afinal, o setor financeiro lida com dados e informações de muita importância e impacto, nas atividades econômicas e na sociedade de um modo geral”, comenta Sandro Süffert, CEO da Apira.

Indicativo dessa relevância está no crescimento de ocorrências cujo alvo foram dados bancários: 141%, em 2021, em comparação com o ano anterior. “Os prejuízos decorrentes desses ataques acometem tanto o consumidor final como as instituições”, diz Süffert.

Os dados se referem aos eventos criminosos na internet promovidos por ransomware. Trata-se de um tipo de aplicativo malicioso que, após contaminar o sistema, rouba arquivos e, na sequência, os encripta, de forma a impedir que as vítimas (os reais e legais detentores daqueles arquivos, informações e dados) tenham acesso. A partir daí, tem-se metodologia típica de um sequestro, cobrando um "resgate" e ameaçando apagar ou divulgar os dados se não for pago o valor exigido.

O monitoramento dos ataques foi realizado através software Boitatá Next Generation. Em três anos (2019, 2020 e 2021), o software passou a marca de 1 bilhão de eventos indexados.

Os dez principais alvos
 

  • Governo 17,4%
  • Indústria 17,4%
  • Saúde 13%
  • Engenharia e Arquitetura 8,7%
  • Tecnologia 6,5%
  • Atacado/Varejo 6,5%
  • Serviços 6,5%
  • Alimentação/Bebidas 4,3%
  • Energia 4,3%
  • Financeiro 4,3%

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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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