Mercado Livre cogita processar quem o compara a "camelódromo digital"
Créditos: Reprodução/Facebook/Mercado Livre

Mercado Livre cogita processar quem o compara a "camelódromo digital"

O site de comércio eletrônico entende que atua de forma diferente de outras empresas citadas no processo de grupo de empresários

O Mercado Livre estuda abrir um processo por difamação contra as empresas associações que afirmam que a companhia faz parte um "camelódromo digital". Esse grupo também pede que o governo comece a taxar o comércio eletrônico de importação.

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O grupo é composto por empresas como Havan, de Luciano Hang, Multilaser, do CEO Alexandre Ostrowiecki, a Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). Esses empresários foram a Brasília conversar com Jair Bolsonaro e Paulo Guedes pedir alterações nas normas tributárias.

Após pressão de um grupo de empresários, o Ministério da Economia prepara medida provisória (MP) contra a atuação de plataformas digitais como o Mercado Livre. O vice-presidente do site no Brasil, Fernando Yunes não concorda com a ação.

"Parece um antijogo querer colocar o Mercado Livre nesse grupo, querendo prejudicar a nossa imagem", diz Yunes. "Ou é isso ou estão desinformados sobre quem somos", segue ele.

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Além disso, ele explica que comparar o Mercado Livre com Aliexpress, Shopee e outros não faz sentido: "Enquanto essas empresas têm majoritariamente a importação dos produtos e vendas no Brasil, no Mercado Livre isso é uma pequenininha parte, de 5%", afirmou.

Ele lembra que a empresa pagou R$ 2,5 bilhões de reais em impostos no ano passado, que o Mercado Livre exige a formalização de seus usuários que atuem com maior volume, que gera quase 7 mil empregos por ano e que a companhia prevê investir no Brasil R$ 17 bi em 2022.

"Nos últimos anos, a gente vem ganhando participação de mercado em todos os trimestres. E, coincidentemente, começam esses ataques com mais visibilidade. Por isso parece um antijogo", avaliou Yunes. "Concordamos que o Brasil deve ser mais duro, taxar as importações que vêm da Ásia. Mas não entendemos terem colocado a gente nesse grupo", encerrou.

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Fonte: Folha de S.Paulo
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Cristino Melo

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