Governo russo hackeou satélites europeus no início da Guerra na Ucrânia
Créditos: Divulgação/Facebook

Governo russo hackeou satélites europeus no início da Guerra na Ucrânia

Objetivo de invasão foi prejudicar comunicação ucraniana

Nos primeiros momentos da invasão russa à Ucrânia, satélites da empresa americana Viasat foram invadidos. Contudo, só agora foi apontado um culpado pelo ataque hacker aos equipamentos. Segundo fontes do The Washington Post, militares russos foram os responsáveis. 

24/03/2022 às 16:00
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Ataque afetou comunicação na Ucrânia

A rede de satélites KA-SAT, que fornece conexão de internet para a Europa, apresentou uma queda de conexão na Ucrânia e em países da região durante a invasão russa. O objetivo foi cortar a comunicação no país atacado. O órgão americano NSA (sigla em inglês para Agência Nacional de Segurança) estava colaborando na investigação da Inteligência Ucrânia para descobrir o responsável pelo ataque. 

O relatório final ainda não foi divulgado, mas fontes oficiais, sob anonimato, informaram para o jornal americano The Washington Post que hackers russos (em serviço às Forças Armadas) foram responsáveis pelo ataque aos satélites da empresa americana.

Rússia iniciou ciberataques à Ucrânia antes de invasão

 

NetBlocks, observatório internacional de internet, publicou um gráfico mostrando a queda de conectividade na Ucrânia antes da invasão ao país. O NetBlocks indicou que o ataque é do tipo de Negação de Serviço Distribuído, conhecido pela sigla DDoS (Distributed Denial of Service). Mykhaylo Fedorov, min também publicou em seu canal do Telegram que o ataque é do tipo DDoS. Sites de bancos e das Forças Armadas ucranianos foram alguns dos atacados.

A União Europeia enviou uma equipe de ciber resposta-rápida para auxiliar a Ucrânia nos ataques. A Rússia tem tradição no uso de DDoS para atacar rivais, método utilizado para atacar a Geórgia e a Crimeia anteriormente. De acordo com o site Ars Technica, um grupo de cibermilitares ligado ao governo Russo, os Sandworm, está realizando ataques ao redor do mundo com o malware Cyclops Blink. Este malware é uma evolução do VPNFilter, malware que seria utilizado para causar um DDoS na estrutura de TI da UEFA durante a final da Liga dos Campões de 2018, em Kiev, capital da Ucrânia.

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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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