Falar mal da empresa em que você trabalha pode gerar demissão por justa causa, diz justiça
Créditos: pixabay.com / Publicado por "qimono"

Falar mal da empresa em que você trabalha pode gerar demissão por justa causa, diz justiça

Ofensas publicadas em redes sociais ou grupos abertos podem complicar a vida de um trabalhador

Com a popularização das redes sociais, muitas pessoas começaram a trazer para a internet assuntos que antes eram privados, ou pelo menos restritos a um grupo de amigos. A combinação da exposição da rede mundial de computadores e informações sensíveis nunca gerou bons resultados, e os usuários devem tomar cuidado: a justiça reconhece que é válido, sim, demissões por justa causa quando um funcionário "extrapola os limites do bom senso" em mensageiros online ou em seus perfis de redes sociais. Se a pessoa ofender chefes, colegas ou a própria empresa, a atitude poderá ser considerada como "danos à honra da imagem" para a Justiça.

E essa atitude já pode ser constatada com exemplos práticos: no dia 11 de março, a Justiça do Trabalho deu razão para uma empresa que demitiu uma funcionária por justa causa, após a publicação de ofensas sobre uma rede de drogarias na sua página do Facebook. O responsável pela decisão foi o juiz substituto do trabalho Bruno Antonio Acioly Calheiros, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2). Após analisar as provas apresentadas, considerou que a mulher extrapolou o seu direito de livre expressão na internet - a ofensa foi uma mensagem dizendo que "a farmácia deveria ser investigada pelo Ministério Público", para que "prendessem uma quadrilha". 

 

(Créditos: pixabay.com)

Mesmo que a profissional quisesse denunciar o estabelecimento, ela deveria ter usado outras formas de abordagem, que não fosse essa mensagem em uma página da internet. E, para piorar, ela ainda expôs outros funcionários, atitude que dificultou ainda mais a sua defesa, pois foi considerada como "quebra de confiança" pelo juiz. O resultado foi a perda dos direitos trabalhistas e ao seguro-desemprego. 

Não basta apenas evitar as redes sociais se a intenção for "denunciar" uma empresa sem provas concretas, e sem a abordagem jurídica adequada. Um outro caso famoso foi quando o TRT-23 manteve a dispensa de um funcionário que foi demitido após insultar um restaurante em um grupo de WhatsApp. A mensagem que trouxe problemas foi quando o homem xingou, em um suposto "tom de brincadeira", a promoção em um rodízio de pizza. A sua situação se agravou porque a ofensa foi publicada em um grupo aberto - não foi criado apenas para os empregados e superiores.

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Como evitar problemas futuros

Um jeito muito simples de evitar situações desagradáveis é não usar a internet, principalmente espaços públicos (seja em mensageiros online ou em redes sociais), para compartilhar críticas sobre pessoas e/ou empresas. Existem canais apropriados para denúncias, e caso sejam graves, as provas podem ser encaminhadas para a Justiça do Trabalho, ou mesmo para autoridades especialistas na resolução de crimes.

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O "desabafo" em ambientes abertos, além de não resolver o problema, ainda pode criar inúmeros obstáculos para o trabalhador. Fora a demissão por justa causa, a situação pode piorar ainda mais caso as ofensas sejam consideradas "injuriosas, caluniosas e/ou difamatórias".

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Fonte: tecnoblog.net
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Guilherme Pinheiro

Formado em jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Fã de videogames desde os 6 anos de idade, sendo o seu hobby preferido desde então.

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