Justiça determina remoção de filme com Danilo Gentili dos serviços de streaming
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Justiça determina remoção de filme com Danilo Gentili dos serviços de streaming

Humorista rebate acusações e diz que Como se Tornar o Pior Aluno da Escola é o contrário que está sendo pregado

Após uma grande repercussão negativa nas redes sociais na última segunda-feira (14), o Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou, em caráter cautelar, que as plataformas com direitos de distribuição do filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola suspendam imediatamente a exibição do longametragem. Caso as empresas não cumpram a decisão da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) em cinco dias, poderão ser penalizadas com multa diária de R$ 50 mil.

O ministro Anderson Torres, que lidera a pasta, afirma na decisão que “tendo em vista a necessária proteção à criança e ao adolescente consumerista”. Ainda existem citações, como forma de embasamento, o Código de Defesa do Consumidor e a Constituição Federal. Torres já havia comentado que tomaria medidas contra o filme de Danilo Gentili no último domingo (13). Ele chegou a afirmar que ele tem “detalhes asquerosos”.

Nos últimos dias, uma cena de Como se Tornar o Pior Aluna da Escola viralizou após a deputada federal Carla Zambelli, apoiadora do presidente Jair Bolsonaro, acusar o filme, lançado a cinco anos de normalizar o crime da pedofilia. A obra está disponível na Netflix, Telecine Play, Globoplay, YouTube, Apple TV+ e Amazon Prime Video.

Gentili critica a decisão: "Vilaniza a pedofilia"

O humorista Danilo Gentili rebateu a decisão imposta pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em entrevista ao programa "Morning Show" da Jovem Pan, ele afirma que a mensagem do filme é o oposto que está sendo divulgado.

"A cena em questão é exatamente sobre uma pessoa que se apresenta como o melhor aluno da escola, que seria uma autoridade, pedindo coisas abjetas e absurdas para os alunos, que não obedecem o cara só porque ele é uma autoridade. Então, na verdade, em momento algum o filme faz apologia à pedofilia. O filme vilaniza a pedofilia", disse.

Para Gentili, as críticas ao filme são uma estratégia dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) para alavancar sua popularidade no ano da eleição presidencial.

"Isso começou a ser incubado no domingo à noite, para que na segunda-feira pautasse a semana. Isso é um método. Como eu já passo por máquinas de assassinato de reputação há muito tempo, isso é muito claro para mim", afirmou.

"É justamente naquele semana que tá todo mundo p*to com o preço da gasolina, tá todo mundo p*to com o preço das coisas no mercado. Não é coincidência que um filme de cinco anos atrás foi tudo o que acharam contra mim, que foi cortado milimetricamente, que foi pulverizado em grupos de eleitores e simpatizantes do governo, grupo de cristão, de quem se escandalizaria com isso", completou.

Por fim, ele esclarece que o filme precisou ser avaliado pela Coordenação de Classificação Indicativa antes de seu lançamento.

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"O filme passou por todos os crivos dos órgãos competentes. Eu viajei até Brasília e exibi o filme junto com o comitê do órgão classificatório. O órgão classificatório viu o filme e me deu a classificação de 14 anos, porque não viu uma cena de 5 segundos editada. Eles viram uma hora e meia de filme, viram o contexto todo. E inclusive me parabenizaram, falaram: a gente gostou do filme, o filme traz uma boa mensagem", finalizou.

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Fonte: Metrópoles, UOL
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Cristino Melo

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