NASA começa a estudar amostras da Lua coletadas na década de 70
Créditos: Astronauta Gene Cernan / Apollo 17 / esa.int

NASA começa a estudar amostras da Lua coletadas na década de 70

O material foi colhido em 1972, mas só agora os cientistas possuem a tecnologia necessária para analisar adequadamente

A NASA possui uma amostra (com materiais encontrados na Lua) totalmente lacrada há 50 anos, que foi obtida em uma missão em 1972, Apollo 17. O material pode oferecer informações importantes para avançar os estudos sobre a superfície lunar, e pode ajudar nas próximas missões do Programa Artemis. O receptáculo estava selado a vácuo, e contém poeiras e rochas de uma região do satélite chamada de Vale Taurus - Littrow. Na década de 70, apesar de já ter acesso às tecnologias que permitiam viagens espaciais, ainda não tinham desenvolvido recursos avançados o suficiente para analisar adequadamente os materiais raríssimos.

Com o avanço da tecnologia, finalmente a NASA iniciou o processo para abrir o tubo, que está sendo feito com todo cuidado possível, para evitar que o gás escape - ou que as amostras sejam contaminadas. Um dispositivo foi criado apenas com a finalidade de abrir o lacre sem corromper o conteúdo. Foi apelidado de "Abridor de latas Apollo".

Os astronautas relataram que, ao iniciar o processo de recolhimento dos materiais em 72, foi necessário martelar o tubo no chão, e nessa ocasião observaram que o recipiente ficou muito gelado. A parte superior da amostra também obtida naquela missão, chamada de "73002", foi aberta e dissecada há alguns anos. A amostra selada a vácuo (a camada inferior que ainda estava intocada) é conhecida como "73001".

Baseando-se nesse relato, os cientistas acreditam que substâncias como dióxido de carbono podem ter ficado guardadas, mas é necessário ter cautela, pois evaporariam em temperatura ambiente. Toda a sala precisa estar adaptada para a extração.

("Abridor de latas Apollo" (1) e "Amostra lunar dissecada" (2) / Créditos: esa.int)

Os estudiosos acreditam que terão pouca quantidade de gases no tubo. É fundamental, portanto, todo o cuidado para analisar da maneira mais eficiente. Um dos instrumentos tecnológicos que usarão será a espectroscopia, responsável por identificar esses gases. Os resultados das pesquisas ajudarão em projetos espaciais futuros, como as missões Artemis. Esse evento marcará o reinício das viagens tripuladas ao satélite natural, e também será a primeira oportunidade para uma mulher ir à Lua. É esperado, contudo, que essa missão aconteça apenas a partir de 2026.

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Via: esa.int Fonte: uol.com.br
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Guilherme Pinheiro

Formado em jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Fã de videogames desde os 6 anos de idade, sendo o seu hobby preferido desde então.

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