Facebook muda regras e permite discurso de ódio contra russos e bielorrussos
Créditos: Divulgação | Meta / Facebook

Facebook muda regras e permite discurso de ódio contra russos e bielorrussos

A nova postura gerou polêmica, mas já está sendo aplicada em vários países

Após os recentes esforços do grupo Meta para trazer ferramentas mais eficientes aos moderadores de grupos, um novo direcionamento dos responsáveis pelo Facebook está dando o que falar pela internet. Na última quinta-feira, 10 de fevereiro, publicações agressivas contra as forças militares do governo russo começaram a ser aceitáveis dentro da plataforma - temporariamente. Essas condutas, consideradas expressões agressivas que normalmente não seriam permitidas, podem ser direcionadas apenas aos militares e autoridades da Rússia, desde que não publiquem a localização dessas pessoas na mensagem ofensiva.

O grupo Meta e a Rússia estão em um conflito próprio, pois o país restringiu o acesso dos seus cidadãos aos recursos disponibilizados pela rede social, e desde então o relacionamento entre os envolvidos só piorou. As informações foram veiculadas pela Reuters, uma agência de notícias britânica, após analisar alguns relatórios internos do grupo de Mark Zuckerberg. A liberação dos chamados "discursos de ódio" é válida também para os posts agressivos contra os bielorussos, e principalmente aos direcionados para o atual presidente da bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, intitulado como "o último ditador da Europa", e que apoia as atitudes da Rússia contra a Ucrânia - fornecendo apoio político e militar para fortalecer a invasão.

Segundo a agência britânica, as medidas já são permitidas no Azerbaijão, Armênia, Estônia, Hungria, Letônia, Romênia, Lituânia, Polônia, Geórgia, Ucrânia e Eslováquia. A embaixada russa nos Estados Unidos se pronunciou contra a decisão, e pediu que a resolução não continuasse válida. Se essa postura continuar, permitiria até mesmo ameaças de morte contra os indivíduos mencionados.

A embaixada afirmou:

Os usuários do Facebook e Instagram não deram aos proprietários dessas plataformas o direito de determinar os critérios de verdade e colocar as nações umas contra as outras.

 

Até o presente momento, este foi um dos posicionamentos mais polêmicos adotados pelo conglomerado responsável não só pelo Facebook, mas também pelo Instagram, WhatsApp - entre outros produtos de grande alcance mundial. Vladimir Putin e os seus representantes oficiais que estão em território russo ainda não se manifestaram sobre essas medidas.

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Fonte: gizmodo.uol.com.br, reuters.com
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Guilherme Pinheiro

Formado em jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Fã de videogames desde os 6 anos de idade, sendo o seu hobby preferido desde então.

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