Nuvem de areia vinda do Deserto do Saara está chegando ao Brasil
Créditos: NASA

Nuvem de areia vinda do Deserto do Saara está chegando ao Brasil

O fenômeno foi chamado de “nuvem de poeira Godzilla”.

Uma nuvem de areia vindo do Deserto do Saara está se aproximando do Brasil e deve chegar ao país nos próximos dias. Segundo a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), dois satélites registraram no domingo inúmeras partículas na atmosfera sobre o Oceano Atlântico, perto da costa do nordeste brasileiro.

Essa nuvem de areia deve continuar seu trajeto pelo Oceano Atlântico e alcançar o continente sul americano nos próximos dias. No Brasil, a nuvem chegará primeiro nos estados mais ao norte do país. Os dados são do Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus da União Europeia em suas projeções de profundidade óptica de aerossóis.

Esse fenômeno foi chamado de “nuvem de poeira Godzilla” por conta de sua dimensão. Entretanto, apesar do nome assustar, é comum que essas nuvens de areia vindas do Deserto do Saara se movam sobre o oceano, especialmente durante o período do fim da primavera ao início do outono no Hemisfério Norte. Se essa nuvem for grande o suficiente, as partículas de areia podem viajar milhares de quilômetros.

Alguns impactos climáticos podem ser causados por conta disso. O ar extremamente seco inibe a formação de ciclones, tempestades tropicais e furacões. Isso acontece porque para ser formado, um ciclone tropical precisa de um ambiente quente, úmido e calmo. Dessa forma, a curto prazo, não estão previstos furacões no Oceano Atlântico Norte.

 

Nuvem de areia é benéfica para a Amazônia

Estudos feitos pela NASA mostram que a nuvem de poeira vindo do Saara é benéfica para a Floresta Amazônica e serve como “alimento” para a nossa floresta. Isso porque os componentes existentes entre as partículas auxiliam muitas espécies da flora local e, consequentemente, melhoram a saúde da fauna e são essenciais para o bioma amazônico, pois contribui para o florescimento de variedade vegetal.

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Estima-se que a nuvem de poeira tenha origem da depressão Bodélé, no Chade, onde há um antigo leito de lago formado por minerais rochosos compostos de microrganismos mortos e carregada de fósforo. Esse elemento apesar de identificado em fertilizantes comerciais, são escassos no solo amazônico, pois são levados pelas chuvas em direção aos rios. 

De acordo com a NASA, estima-se que aproximadamente 22 mil toneladas de fósforo chegam todos os anos na Amazônia. Esse total é praticamente o mesmo que a floresta perde com as chuvas e inundações. Essa descoberta faz parte de uma pesquisa para entender o papel da poeira e dos aerossóis no meio ambiente e no clima local e global.


 

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Via: MetSul
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Tainan Toldo

Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina. Viciado em tecnologia, internet e mundo pop. Redator no Mundo Conectado, Adrenaline e ASUS Fanáticos.

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