Tecnologia russa quer transformar máscaras usadas em baterias
Créditos: Divulgação | Shutterstock

Tecnologia russa quer transformar máscaras usadas em baterias

Cerca de 130 bilhões de máscaras são utilizadas por pessoas em todo o mundo, mensalmente

Com o avanço do isolamento social, no início de 2020, máscaras usadas para proteção contra o COVID-19 começaram a ser usadas massivamente em todo o mundo. Apesar de serem comuns em ambientes hospitalares e em determinados países, durante surtos sazonais de gripe e outros problemas de saúde, pessoas que antes não tinham costume de usar essa proteção começaram a precisar adotar essa prática - e, consequentemente, gerando bastante material para ser reutilizado.

Pensando nisso, os Pesquisadores da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia (NUST MISIS), na Rússia, criaram uma tecnologia capaz de produzir baterias econômicas a partir de resíduos médicos.

Publicado na revista científica Journal of Energy Storage, esta prática viabiliza a produção de baterias de baixo custo, finas, flexíveis e descartáveis. É necessário acrescentar grafeno para concluir o processo. Fora isso, são suficientes os materiais encontrados nas máscaras e em embalagens de remédios . O diretor científico responsável se chama Anvar Zakhidov. No passado, já tentaram usar outros materiais para a criação de baterias, como resíduos de jornais, de pneus de carros, casca de arroz, etc; contudo, a saturação por grafeno é o bastante para tornar a matéria prima obtida nas máscaras com um resultado único e desejável - além de ser mais simples e barato.

O professor Zakhidov explicou o processo adotado:

Para criar uma bateria do tipo supercapacitor, o seguinte algoritmo é usado: primeiro as máscaras são desinfetadas com ultrassom. Depois mergulhadas em "tinta" feita de grafeno, que satura a máscara, a uma temperatura de 1000-1300°C, enquanto a nova tecnologia reduz o consumo de energia por um fator de 10. Um separador, também feito de material de máscara, com propriedades isolantes é então colocado entre os dois eletrodos feitos do novo material. Ele é saturado com um eletrólito especial, e, em seguida, uma concha protetora é criada a partir do material dos blisters médicos”.  

As baterias geradas nesse processo atingem até 98 watts-hora/kg, contra 10 watts-hora por 1kg das criadas com anteriormente. As utilidades para esta solução são incontáveis. Desde pequenos equipamentos presentes em praticamente todas as casas, como lâmpadas, relógios e em eletrodomésticos, como, no futuro, os pesquisadores pretendem ampliar o leque de utilidades para ser compatível com as necessidades de carros elétricos e usinas solares.

Após o primeiro impacto que a pandemia causou em todo o mundo, por volta de 130 bilhões de máscaras começaram a ser usadas mensalmente. Com essa quantidade absurda é fácil imaginar o motivo que torna essa nova solução tecnológica tão interessante, pois além de diminuir a poluição, ainda transforma esses itens em criações úteis mais uma vez.

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Via: clickpetroleoegas.com.br Fonte: bgr.com
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Guilherme Pinheiro

Formado em jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Fã de videogames desde os 6 anos de idade, sendo o seu hobby preferido desde então.

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