Sob ameaça de bloqueio, Telegram cresceu 60% no Brasil em 2021
Créditos: Christian Wiediger/Unsplash

Sob ameaça de bloqueio, Telegram cresceu 60% no Brasil em 2021

Aplicativo cresceu 47% nos últimos três anos

Os brasileiros parecem não estar ligando para os problemas da Justiça Brasileira com o Telegram. Isso porque o mensageiro continua sua rápida crescente em território nacional. De acordo com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, o Telegram agora está instalado em 60% dos smartphones nacionais. Em janeiro de 2019, o aplicativo estava em apenas 13% dos aparelhos em território nacional. 

17/02/2022 às 08:00
Notícia

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Dos principais aplicativos do país, o Telegram é a que tem maior curva ascendente. Nos últimos 12 meses, ganhou 15 pontos percentuais, alcançando o patamar atual de presença em seis em cada dez smartphones brasileiros. Apesar disso, o WhatsApp ainda é líder absoluto com 99% dos celulares com o mensageiro da Meta.

O app é mais presente nos smartphones de homens (63%) que de mulheres (57%); e de pessoas das classes A e B (70%) que das classes C, D e E (57%). Na análise por faixa etária, o Telegram está instalado em 63% dos aparelhos de jovens de 16 a 29 anos e de pessoas de 30 a 49 anos. No grupo a partir de 50 anos, 50% têm o app em seu celular.

Bloqueio no Brasil

Apesar do sucesso entre o público brasileiro, o Telegram vive uma crise com a justiça local. O aplicativo tem ignorado os contatos das autoridades brasileiras há meses. O objetivo das autoridades brasileiras é combater a desinformação no período de eleições. O Tribunal Superior Eleitoral, o Ministério Público Federal, entre outros órgãos já tentaram contato sem sucesso. Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso comentou sobre a possibilidade de suspensão do Telegram no Brasil.

Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro que “o Brasil não é casa da sogra para ter aplicativos que façam apologia ao nazismo, ao terrorismo, que vendam armas ou que sejam sede de ataques à democracia”. Ele ainda afirma que qualquer plataforma que não seguir as regras brasileiras e ser importante durante as eleições pode também ser suspensa.

Mais recentemente, o Ministério Público Federal enviou ofício ao Google e à Apple questionando se as lojas de aplicativos das empresas, a Google Play e a App Store, proíbem a disponibilização de aplicativos que, "de modo notório, não cumprem ordens oriundas de órgãos de controle e/ou do Poder Judiciário".

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Via: Mobile Time
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Cristino Melo

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