Cientistas criam peixe ciborgue com músculos feitos a partir de células de coração humano
Créditos: Imagem/ Reprodução Disease Biophysics Group

Cientistas criam peixe ciborgue com músculos feitos a partir de células de coração humano

Ideia inicial veio depois de uma visita ao New England Aquarium, em Boston

Pesquisadores da universidade de Harvard criaram um peixe biohíbrido de natação autônoma, a partir de células cardíacas. A novidade foi divulgada através de um artigo científico publicado pela Science na última semana. O objetivo, de acordo com Kevin Kit Parker, professor de bioengenharia e física aplicada em Harvard, é descobrir uma forma otimizada para construir bombas musculares. 

15/02/2022 às 10:15
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Segundo o resumo do artigo, "os sistemas biohíbridos foram desenvolvidos para entender melhor os princípios de design e mecanismos de coordenação dos sistemas biológicos". Sendo assim, os pesquisadores recriaram movimentos de contração e o relaxamento em uma construção de bicamada muscular, em que cada contração ocorreria como resposta ao alongamento de músculos antagônicos. 

Dessa forma, foi possível construir um peixe ciborgue que consegue se mover e nadar de forma autossustentável. Abaixo é possível ver o relato de Kevin Kit Parker e de outros pesquisadores, publicado no canal Disease Biophysics Group, sobre o estudo. 

A ideia 

Parker relata que a ideia inicial surgiu ao visitar um aquário com a filha. Ao ver as águas-vivas, o cientista logo associou o movimento do animal às contrações de um coração. A partir disso, o grupo de pesquisadores utilizou as células de ratos para reconstruir as águas-vivas e obtiveram êxito nisso. 

O passo seguinte seria procurar uma estrutura mais complexa para ser reproduzida. Segundo ele, novamente em visita ao New England Aquarium, em Boston, depois da filha se espantar com um movimento repentino de uma arraia, Parker descobriu qual seria o próximo passo. E, novamente, conseguiram replicar os movimentos ondulatórios de uma arraia. 

 

Depois dos sucessos anteriores, a empreitada foi, enfim, o peixe ciborgue. Os pesquisadores, então, amadureceram células-tronco e as tornaram capazes de se movimentar com fluidez. O peixe foi desenvolvido a partir de um modelo de peixe-zebra, que utiliza um marcapasso chamado de G-Node, criado pelos engenheiros. Este dispositivo envia o primeiro impulso e depois disso, o peixes conseguiram nadar sozinhos por quase cinco meses. 

 

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Fonte: BGR, Science, Disease Biophysics Group
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Andre Bassani

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