Mistério das "vidas alienígenas" nas águas geladas do Ártico é desvendado
Créditos: ALFRED-WEGENER-INSTITUT/Reprodução

Mistério das "vidas alienígenas" nas águas geladas do Ártico é desvendado

Pesquisadores descobriram como esses seres se mantém vivos

Estamos tão preocupados com os mistérios que o universo esconde, mas aqui mesmo, no nosso planeta Terra, existem ainda milhões de questões a serem respondidas. O próprio ser humano tem dentro de sua rotina questionamentos sobre suas vivências. Então, antes de embarcarmos num fretado da Space X rumo à Marte, melhor compreendermos certos aspectos do nosso planetinha azul.

E um dos muitos mistérios foi respondido recentemente por cientistas que estudam as profundezas dos mares árticos - e não, não encontraram o Hyoga de Cisne dando mergulhos por lá. Trata-se do modo de subsistência de esponjas marinhas gigantes que habitam as profundezas deste local.

Onde vivem? O que comem? Como vivem?

Havia muito mistério em torno da sobrevivência dessas esponjas marítimas "alienígenas" que habitam não só o Ártico, mas diversos outros mares do planeta. Mas o que mais intrigava quem conduzia os estudos era como esses seres podiam se alimentar em profundidades tão grandes, onde quase não havia outros organismos dos quais eles poderiam retirar o seu sustento.

Essas esponjas são animais muito antigos, encontradas de recifes tropicais rasos a grandes profundidades gélidas; elas são animais simples, mas a vasta quantidade e tamanho delas no Ártico chamou a atenção dos pesquisadores. E a indagação sobre como podiam se alimentar em profundezas como essa surgiu. E agora eles tem a resposta: esses seres alimentam-se de restos de vermes e outros animais extintos há milhares de anos.

 

Uma das pesquisadoras do Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha em Bremen, na Alemanha, Teresa Morganti, explicou que esse é um "ecossistema único" que floresce sob o oceano do Polo Norte.

São jardins de esponja. Encontramos esponjas enormes que podem atingir até um metro de diâmetro. É a primeira vez que encontramos evidências de esponjas se alimentando de matéria fóssil antiga”, declarou a pesquisadora.

O maior questionamento em torno da sobrevivência desse jardim de esponjas era justamente pela localização delas. Como citamos acima, elas também são encontradas em outros locais, mas em menor número, tamanho e com acesso facilitado à alimentação. As condições oferecidas pelo mar gélido e profundo tornavam muito difíceis esse processo. Mas ao analisar amostras coletadas após uma expedição feita ao Ártico, eles descobriram que essas esponjas tinham 300 anos de existência, em média. Além da fonte de alimentação que as mantinha na ativa durante todos esses séculos; com o auxílio de bactérias amigáveis, elas se alimentam de uma extinta comunidade de animais.

 

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"Onde as esponjas gostam de viver, há uma camada de material morto. E finalmente nos ocorreu que esta pode ser a solução para o porquê de as esponjas serem tão abundantes, porque elas podem explorar essa matéria orgânica com a ajuda dos simbiontes”, diz a professora Antje Boetius, do instituto Alfred Wegener em Bremerhaven, que liderou a expedição ao Ártico. "Há tanta vida tipo alienígena e especialmente nos mares cobertos de gelo, onde mal temos a tecnologia para acessar, olhar ao redor e fazer um mapa", acrescentou.

O estudo foi publicado na Nature Communications, e ele nos faz questionar o quanto não sabemos sobre o planeta Terra e os seres que já habitam ele a centenas, milhares ou milhões de anos. E ainda queremos ir pro espaço, sem conhecer direito o nosso quintal.

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Fonte: BBC
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Eddy Venino

Escreve sobre games, filmes, séries e tecnologia desde 2017. Já teve diversos projetos na área, entre sites especializados e podcast. Ama cultura POP e se der corda vai conversar sobre assunto por horas a fio, indo de Dragon Ball a literatura clássica. Idealizador do coletivo NOIZ; hoje tenta tornar o entretenimento um local mais receptivo para que todos possam curtir seu lado geek/nerd.

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