NASA é mais uma a criticar o aumento de satélites da SpaceX na baixa órbita
Créditos: Divulgação/SpaceX

NASA é mais uma a criticar o aumento de satélites da SpaceX na baixa órbita

Agência espacial americana se une ao coro da UAI e de outros astrônomos preocupados com constelações de satélites

astronomia está cada vez mais preocupada com o aumento de número de constelações de satélites no espaço. Depois de estudos mostrando o que cresce a interferência de satélites nas imagens de observatórios e a União Astrônomica Internacional (UAI) criar um centro para dialogar com empresas e governos sobre regulação, agora é a NASA que se posiciona sobre o tema.

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 A NASA enviou uma carta para Federal Communications Commission (a "Anatel" americana) manifestando sua preocupação com o aumento de satélites. O documento não é uma recomendação para que a FCC rejeite futuros planos de envios de satélite da SpaceX (que deve passar de 12 mil equipamentos na sua constelação, mas um pedido para que sejam feitos com prudência, sem afetar a segurança de voos espaciais e mantendo a sustentabilidade a longo prazo do ambiente espacial. 

Além das interferências em imagens de observatórios terrestres, a NASA está preocupada com possíveis riscos de acidentes com lixos espaciais, choques de satélites com outros equipamentos, diminuição da janela de lançamento, reflexos dos satélites em missões tripuladas (já que a maioria das espaçonaves e missões são realizadas acima de 600 km) e nas interferências no telescópio Hubble. A órbita do Hubble fica 535 km acima da Terra, enquanto os satélites da SpaceX estão à 600 km de altura. 8% das imagens do telescópio são afetadas pelos equipamentos da Starlink.

Aumentam o número de imagens com constelações de satélites

 

Com a Starlink completando a sua constelação de satélites e mais outras empresas (como Amazon, Boeing e One Web), é esperado que "praticamente todas as imagens" de telescópios localizados na terra tenham a trilha de satélites em baixa órbita. Entretanto, o estudo que analisou o impacto nas fotos do espaço (feito pela Zwicky Transient Facility) pesquisou somente a aparição dos equipamentos da Starlink. Não por implicância com o Elon Musk, mas porque o serviço de internet da SpaceX é o mais avançado (sim, a coisa só tende a piorar), com mais satélites em órbita. Em 2019, 0,5% das fotos foram afetadas. Atualmente, são 20% das imagens. 

A Starlink foi a primeira empresa a buscar diminuir o seu impacto (negativo) nas imagens do espaço. Ouvindo a comunidade astronômica, a empresa instalou painéis nas novas gerações do satélite que atuam como um "óculos escuro", protegendo a luz de ser refletida pela antena.

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Já os satélites da OneWeb e outros da Amazon podem ter um impacto mais demorado nas captações. As imagens são captados utilizando a técnica de longa exposição, o que faz com que mais luz seja captada pelo sensor ("fotografia" significa desenhar com luz). A OneWeb está lançando seus satélites a mais de 600 km de altitude (SpaceX trabalha com órbitas menores) e a Amazon enviará os seus a alturas de 510 km, 610 km e 630 km. Os satélites abaixo de 600 km, mais próximos da Terra, são mais vísiveis que aqueles em altitudes maiores. Entretanto, passando de 600 km os satélites são iluminados por mais tempo, causando um impacto prolongado na captura de imagens. Inclusive na busca por objetos próximas à Terra

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Fonte: Ars Technica
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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