Starlink do Elon Musk perde cerca de 40 satélites devido tempestade magnética
Créditos: Divulgação/SpaceX

Starlink do Elon Musk perde cerca de 40 satélites devido tempestade magnética

Evento espacial causou "fritura" dos satélites lançados na semana passada

Sabe aquela sensação triste e horrível de perder algo caro recém comprado? Eleve esse sentimento a níveis astronômicos (trocadilho intencional) e tente compreender como está se sentindo Elon Musk. A Starlink, serviço de internet por satélite da SpaceX, perdeu 40 satélites (de um total de 49) lançados no dia 3 de fevereiro após eles passarem por uma tempestade geomagnética. Tudo isso um dia após o lançamento.

08/02/2022 às 17:59
Notícia

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Starlink fica com prejuízo na casa dos US$ 40 milhões

Os 49 satélites lançados pelo foguete Falcon 9 passaram pela tempestade geomagnética (um efeito causado pelo choque de ventos solares com a nossa atmosfera) durante a etapa de serem alocados na órbita desejada — por volta de 210 km acima do nível do mar, para que em caso de problema ou falha esses satélites possam "retornar" a Terra e serem destruídos na reentrada. No dia seguinte ao lançamento, 4 de fevereiro, antes mesmo de finalizar a sua órbita desejada, a tempestade geomagnética aumentou o arrasto do voo dos satélites. Esse aumento no arrasto impediu que os 40 deles saíssem do modo de segurança para realizar as manobras de subida. A SpaceX estima que pelo menos 40 deles reentrarão ou já reentraram na atmosfera terrestre (sendo destruídos). Não há uma clareza quanto ao preço de cada satélite, mas as especulações sugerem que cada um deles custe no máximo 1 milhão de dólares, o que gera um prejuízo de quase US$ 40 milhões com a destruição dos equipamentos.

Aumentam o número de imagens com constelações de satélites

 

Com a Starlink completando a sua constelação de satélites e mais outras empresas (como Amazon, Boeing e One Web), é esperado que "praticamente todas as imagens" de telescópios localizados na terra tenham a trilha de satélites em baixa órbita. Entretanto, o estudo que analisou o impacto nas fotos do espaço (feito pela Zwicky Transient Facility) pesquisou somente a aparição dos equipamentos da Starlink. Não por implicância com o Elon Musk, mas porque o serviço de internet da SpaceX é o mais avançado (sim, a coisa só tende a piorar), com mais satélites em órbita. Em 2019, 0,5% das fotos foram afetadas. Atualmente, são 20% das imagens.

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Via: Gizmochina Fonte: SpaceX
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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