Cientistas conseguem "ver" buraco negro que teoricamente era "invisível"
Créditos: Fonte: Divulgação/Universidade de Ohio

Cientistas conseguem "ver" buraco negro que teoricamente era "invisível"

Buraco negro errante foi detectado ao passar próximo de sistema binário e alterar luz de estrela

Se no início do século 20 os buracos negros ficavam apenas na teoria, a evolução da ciência e das tecnologias para detectá-los fez com que aprendêssemos mais sobre eles. Em 2016, pesquisadores detectaram a fusão de dois objetos do tipo. Três anos depois, em 2019, a astronomia finalmente conseguiu uma fotografia de um buraco negro. E agora, em 2022, a ciência dá mais um passo na compreensão desses objetos que não deixam nem a luz escapar da sua gravidade.

03/02/2022 às 15:15
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A dificuldade em registrar uma foto de um buraco negro se dá, de maneira bem simplificada, pelo fato de que ele é um objeto de "coloração" negra, sem luz, e que está no espaço que... tem a mesma "cor" dele. Na verdade a falta de luz deixa tudo escuro. Mas tentarei ser mais didático com um comparativo: você está sobrevoando uma região nevada no ártico e quer observar uma raposa-do-ártico. Será bem difícil encontrá-la só com base na visão, mas você pode detectá-la pela interação dela com o habitat, seja a neve se mexendo pelo andar do animal ou com uma câmera térmica (lembre-se, estamos exemplificando e comparando). Com os buracos negros a essência é a parecida: você vê a luz ser "contorcida" ou detecta a sua radiação. Quando ele está parado, é "fácil" de encontrar. Mas quando um buraco negro está passeando pela Via Láctea é mais complicado.

No artigo publicado no fim de janeiro, os (diversos) pesquisadores observaram um sistema estelar binário por anos (imagem acima), desde 2011, e notaram uma lente gravitacional. Lente gravitacional é um fenômeno que acontece quando uma forte onda gravitacional distorce os raios de luz, efeito ilustrado na imagem abaixo, como a luz distorcida ao passar pelo copo de água. O sistema estelar observado apresentou uma variação na luz emitida da estrela marcada com uma seta na primeira imagem. A hipótese apresentada no artigo é que o responsável pela lente gravitacional foi um buraco negro errante, que está viajando sozinho pela Via Láctea. A descoberta ainda precisa ser validada por outros pares (mas já tem muito cientista assinando o artigo), mas provavelmente não haverá mudança na resposta. Buracos negros viajantes já eram especulados, só que a descoberta e detecção de um deles não apenas confirma a existência, mas também mostra o momento certo na hora certa. Na imensidão do universo infinito, uma lente gravitacional é detectada e após anos de observação ela confirma algo já teorizado. A ciência é incrível.


Fonte: Divulgação/Universidade de Ohio.

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Via: Extreme Tech Fonte: Arxiv
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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