Laboratório da UFSC desenvolve ar condicionado livre de gases do efeito estufa
Créditos: Divulgação/Polo-UFSC

Laboratório da UFSC desenvolve ar condicionado livre de gases do efeito estufa

Tecnologia com materiais magnéticos também reduz consumo de energia

O Laboratório de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (Polo) da Universidade Federal de Santa Catarina desenvolveu um ar condicionado que opera com uma unidade de refrigreção magnética. O projeto, que tem apoio da Organização Social (OS) Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), visa ser o primeiro sistema do tipo no mundo. Este tipo de tecnologia não libera gases de efeito estufa (GEE) e consome menos energia.

20/09/2021 às 17:15
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O diferencial de um condicionador de ar com funcionamento magnético é o uso de tecnologia alternativa à compressão mecânica (usada em modelos convencionais), livre de gases de efeito estufa e de substâncias tóxicas ou inflamáveis. Seu princípio físico é o efeito magnetocalórico, caracterizado em alguns materiais como uma variação de temperatura proporcional à variação de campo magnético aplicado.

O objetivo da iniciativa e? projetar e construir um protótipo de condicionador de ar com capacidade de 9000 BTU/h (2,6 kW) operado por um refrigerador magne?tico de imãs permanentes e refrigerantes sólidos a? base de elementos terra-rara (ligas de lantânio, ferro e silício).

Os aparelhos do tipo split de 9000 BTU/h são o modelo de condicionador de ar mais vendido no Brasil. A categoria split, em toda a sua faixa de capacidades, é responsável por cerca de 80% do mercado nacional. Grande parte dos condicionadores de ar atualmente em operação utilizam o gás refrigerante R-410A, que possui potencial de aquecimento global (GWP) cerca de duas mil vezes superior ao do dióxido de carbono, considerando um peri?odo de 100 anos.

Outros refrigerantes (os gases, não as bebidas), como os hidrocarbonetos, apesar de possuírem GWP bastante inferiores, encontram empecilhos a? sua entrada no mercado por serem altamente inflamáveis. Desta forma, a busca por novas tecnologias e? ao mesmo tempo natural e oportuna, desde que tais alternativas sejam capazes de atender os requisitos de eficiência energética e sustentabilidade.

Devido ao alto potencial teórico de eficiência dos ciclos termodinâmicos empregados em refrigeração magnética, esta tecnologia tem recebido grandes investimentos de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) no cenário internacional, fazendo com que, no médio prazo, possa se tornar uma concorrente de tecnologias convencionais em alguns nichos de aplicação.

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A iniciativa já foi premiada no Prêmio ABCM-Embraer 2020 de Pesquisa em Engenharia Mecânica, na categoria Melhor Trabalho de Conclusão de Curso/Trabalho de Graduação. Em dezembro de 2021, a UFSC depositou uma patente de invenção desta tecnologia junto ao INPI. O projeto de pesquisa recebeu mais de 2,36 milhões de reais em investimentos da Embrapii e investimentos da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge).

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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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