NASA encontra vestígios de carbono em Marte, cuja origem pode ser biológica
Créditos: Planet Volumes/Unsplash

NASA encontra vestígios de carbono em Marte, cuja origem pode ser biológica

O carbono identificado é o mesmo responsável pela metabolização de alimentos ou fotossíntese na Terra

O rover Curiosity da NASA tem feito um bom trabalho pela Cratera de Gale em Marte. Cientistas anunciaram que várias das amostras coletadas pela região do planeta vermelho são ricas em um tipo de carbono associado a processos biológicos aqui na Terra.

17/01/2022 às 13:20
Notícia

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O carbono identificado nas amostras do Curiosity recebeu o número 12, mesmo número do átomo que os seres vivos terrestres usam para metabolizar alimentos ou para fotossíntese. Esse elemento, no geral, é muito importante, pois é graças a ele que moléculas mais complexas podem se agrupar em formas de vida.

Uma das explicações para a existência desse elemento no planeta vermelho é que as bactérias antigas na superfície de Marte poderiam ter produzido uma assinatura a partir da liberação de metano na atmosfera. Outras duas possibilidades não biológicas também são citadas:

1) Essa amostra de carbono poderia ser resultado da interação da luz ultravioleta com dióxido de carbono. De maneira semelhante à origem biológica, então, novas moléculas contendo carbono teriam sido depositadas em Marte.

2) O carbono poderia ter sido deixado em Marte graças a uma passagem do sistema solar por uma nuvem molecular rica em carbono há milhões de anos.

Apesar de todas essas hipóteses, a presença de carbono 12 ainda não é suficiente para os cientistas acreditarem que existiu vida em Marte. Claro, esse achado é completamente digno de investigação, mas ainda precisamos de evidências mais concretas de uma certa assinatura biológica. Além disso, as hipóteses criadas são baseadas no que sabemos sobre o carbono na Terra, mas dois planetas podem ter processos distintos e comparações não podem ser consideradas definitivas sem muita pesquisa.

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Os cientistas do Curiosity continuarão a medir isótopos de carbono para ver se eles obtêm uma assinatura semelhante ao extrair outras superfícies antigas bem preservadas. Outra forma de investigação seria analisar o conteúdo de carbono de uma pluma de metano liberada da superfície, mas atualmente não podemos prever quando o rover encontrará tal coisa. Mas, de toda maneira, definir o ciclo do carbono em Marte é absolutamente fundamental para tentar entender como a vida pode se encaixar nesse ciclo.

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Via: HDblog Fonte: NASA
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Saori Almeida

Saori Almeida é natural do Rio Grande do Sul, técnica em administração formada pelo Centro Tecnológico de Caxias do Sul (CETEC) e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Gosta da cultura asiática e nerd no geral e tem interesse crescente por tecnologia e games desde pequena - gosto que se intensifica diariamente na redação.

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