Facebook baniu Ads de 60 empresas de saúde para mulheres

Grupo acusa empresa de sexismo nos anúncios por causa de palavras usadas

Facebook baniu Ads de 60 empresas de saúde para mulheres
Créditos: Divulgação/Center for Intimacy Justice

2021 foi um ano bem conturbado para o Facebook/Meta. Diversas acusações de não fazer nada contra fake news e ajudar a polarização nos Estados Unidos, falta de moderação do conteúdo de ódio contra a etnia ruainga, de Mianmar e apagão global. Esses diversos problemas foram um dos motivos que levou a empresa a mudar de nome, adotando o Meta (que pouca gente usa). Mas 2022 já começa com um novo problema.

13/01/2022 às 21:42
Notícia

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Facebook baniu anúncios com base em palavras usadas

60 empresas acusam o Facebook de banir não apenas os seus anúncios, mas também as contas usadas no Facebook Ads (serviço da empresa para criação dos Ads nas redes sociais). As empresas buscavam divulgar anúncios relacionados a saúde e bem-estar das mulheres e também para homens. Um exemplo de um dos serviços anunciados, que é útil para qualquer sexo, foi sobre produtos para fortalecimento do assoalho pélvico. Joylux, a empresa que vende um produto do tipo para mulheres, não chegou a mostrar uma foto completa do seu dispositivo chamado de vFit (e parece um vibrador). Entretanto, utilizou as palavras "assoalho pélvico", e o Ads não foi autorizado.

Center for Intimacy Justice, que estuda diretrizes de Ads de saúde íntima nas redes sociais, divulgou a diferença entre os anúncios autorizados para produtos masculinos. Enquanto as imagens dos anúncios das companhias das empresas pesquisadas seguem o estilo básico de fotos de banco de dados, alguns anúncios para produtos masculinos (que você pode conferir nas imagens) resgatado pelo grupo utiliza de uma ideia de duplo sentido e textos mais diretos. Alguns até diretos demais. 


Fonte: Center for Intimacy Justice.

Facebook diz não banir palavras

Segundo o relatório, a maioria dos anúncios de saúde íntima feminina como "produtos adultos" (aqueles de Sex Shop). A Joylux, citada anteriormente, contratou uma agência especializada em apelar contra rejeições de Ads. Infelizmente os anúncios agora não são claros sobre o que é anunciado, o que é prejudicial para qualquer empresa. O Facebook se defendeu dizendo que não bane palavras como "vagina" e "menopausa" (palavras obviamente relacionadas a saúde das mulheres), mas apenas rejeita o posicionamento dos Ads, como faixa etária, público e localidade. Se você já trabalhou produzindo Ads, pode ter se deparado com rejeições do Facebook como "discriminação financeira" por indicar que um anúncio de apartamento em Balneário Camboriú era para o público de classe alta. 

Facebook já foi acusado de fortalecer a desinformação. E em um país que não possui serviço de saúde pública (sem falar como saúde íntima é algo ignorado pela maioria, independente do sexo, no mundo todo), a política de banimento de Ads da rede social da Meta novamente leva a desinformação.

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Via: Engadget Fonte: Center for Intimacy Justice
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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