Documentos mostram que Huawei esteve envolvida com vigilância do governo chinês
Créditos: Reprodução/Gizmochina

Documentos mostram que Huawei esteve envolvida com vigilância do governo chinês

Jornal Washington Post teve acesso a apresentação confidencial de sistema de vigilância e até software para prisões

O jornal americano Washington Post teve acesso a documentos sigilosos que mostram que a Huawei tem, de fato, uma maior ligação com o governo chinês. A empresa de tecnologia, que está banida dos Estados Unidos, afirma que não tem envolvimento na coleta de dados para a China, mas os slides revelados pelo Post possuem tecnologias voltadas para o uso policial e de agências governamentais, como um sistema para gerenciamento de "prisões" (as aspas serão explicadas mais a frente).

23/12/2021 às 19:03
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Reconhecimento de voz para "indivíduos de interesse" e nuvem para prisões

No ano passado, o Post já havia divulgado documentos confidenciais da apresentação de uma tecnologia de reconhecimento facial capaz de identificar a etnia da pessoa vigiada. Um dos motivos do banimento da Huawei nos EUA e críticas de outros países é o papel da empresa na perseguição do governo chinês a população Uigur, uma etnia de origem turca e mulçumana que habita Xinjiang, uma região autônoma no leste da China e de grande importância para a defesa territorial do país devido a sua cadeia de montanhas.

Os novos documentos mostram a apresentação de uma tecnologia de reconhecimento de voz para ajudar o governo a monitorar "indivíduos políticos de interesse", na tradução literal. Na tradução real se tratam de suspeitos ou ativistas Uigures, que teriam também a sua localização monitorada. Os slides também sugerem o uso para vigilância da polícia em Xinjiang, monitoramento de campos de concentração/reeducação e o uso corporativo: funcionários sendo vigiados para não procrastinar no trabalho.

Tecnologias para "smart stalking" e novidade para vigiar funcionários

Rastreio de placas, reconhecimento facial e geolocalização não são novidades, mas a Huawei mostrou que é possível dar "novas capacidades para modelos de dados". Na primeira imagem, que fala de rastreio de "suspeitos de terrorismo ou de botar em risco a ordem pública", figuras políticas suspeitas, pacientes com doenças mentais e pessoas com ficha criminal, a Huawei apresenta que é capaz de fazer uma "smart surveillance", vigilância inteligente, unindo diversos métodos de monitoramento para observar os alvos.

Já na segunda imagem está o slide de um software para monitorar funcionários e identificar clientes em lojas. A tecnologia mapeia a posição do corpo da pessoa e consegue identificar (ou sugerir) que ele pode estar dormindo em serviço. No caso de clientes, a identificação facial serviria para apresentar o produto "ideal" ao entrar na loja.


Fonte: Reprodução/Washington Post

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Fonte: Washington Post
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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