Airbus entrega último A380 para companhia aérea Emirates

Avião de dois andares fez primeiro voo comercial em 2007 pela Singapore Airlines

Airbus entrega último A380 para companhia aérea Emirates
Créditos: Martin Dlugolinský/Pixabay

Airbus A380 chega ao fim oficial da sua produção neste dia, 16 de dezembro, com a entrega do seu último modelo para a Emirates, maior operadora da aeronave no mundo. Ao todo, foram 14 anos de fabricação e 251 aeronaves entregues, contando as três de testes. Apesar do fim da produção, o gigante de "dois andares" continuará voando por anos na Emirates e por algum tempo nas outras companhias aéreas.

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Revelado ao mundo em 2005, o superjumbo com double-deck (nome da especificação de dois andares) foi a resposta — tardia — da europeia Airbus para o Boeing 747, avião com um deck superior na parte dianteira do avião. Ele leva, em média, 500 passageiros na configuração primeira classe, bussiness e econômica. Segundo a Airbus, ele pode levar até 853 em uma configuração de alta densidade.

O último A380 aterrissará em Dubai, sede da Emirates, na noite desta quarta-feira, por volta, horário de Brasília. Você pode acompanhar o voo por esse link. A companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos é a maior operadora do avião. Ao todo, são 121 A380 na frota e que não serão aposentados tão cedo. Devido a localização estratégica de Dubai, o A380 e sua capacidade de mais de 500 passageiros atende muito bem a empresa. (Veja como no próximo parágrafo). Air France e Lufhtansa aproveitaram a pandemia para adiantar a aposentaria dos seus A380, que consomem mais combustível devido aos quatro motores. Somente a British Airways continua operando o jumbo europeu no velho continente.


Fonte: Rudi Nockewel/Pixabay

Quebrando a quarta parede do jornalismo, trago aqui a memória de quando vi a notícia do seu primeiro voo no Jornal Nacional. "Uau! Os aviões ficarão cada vez maiores, é assim que serão os aviões daqui para a frente?". Não, não serão. Para a Airbus, o futuro da aviação seria o modelo hub and spoke, em que as companhias aéreas trabalhariam levando um grande número passageiros em um avião para o seu principal aeroporto. Deste lugar, eles seguiriam em avião menores para outros destinos, se necessário. Como Dubai está "no centro do mundo", o A380 funciona bem para a Emirates. Ela pode levar 500 passageiros de um país ocidental para sua sede, depois eles seguem em uma nova viagem para outros destinos no oriente, como Japão, Austrália ou Singapura.

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Entretanto, a Airbus errou na pesquisa de mercado. O hub and spoke tem suas vantagens, mas aeronaves quadrimotores estão "morrendo" e o sistema ponto-a-ponto (sem escalas entre aeroportos) vem crescendo. O Boeing 747 foi um sucesso durante o seu reinado, mas desde a chegada do bimotor Boeing 777 (em 1995) ele foi perdendo espaço para o seu irmão mais novo. O A380 foi uma resposta tardia para o 747, mas a eficiência dos motores, a economia dos combustíveis, é algo muito valorizado pelas companhias. O "substituto" do superjumbo da Airbus será o A350, principal wide-body (aviões com dois corredores) da empresa.

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