Programa de segurança Facebook Protect passa a funcionar no Brasil

Serviço é focado em grupos mais propensos a ataques hackers como jornalistas e ativistas

Programa de segurança Facebook Protect passa a funcionar no Brasil
Créditos: Luca Sammarco/Pexels

O Meta (ou Facebook para quem é da velha guarda) anunciou hoje, dia 2 de dezembro, a chegada do Facebook Protect, programa de segurança para grupos com maior risco de serem alvos de hackers maliciosos, como defensores dos direitos humanos, jornalistas e funcionários de governo. O programa, na maioria dos casos, cadastra automaticamente as contas de propriedade desses grupos de risco, mas alguns usuários podem receber uma solicitação de cadastro.

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Esses grupos estão no centro de comunidades-chave para o debate público. No comunicado enviado a imprensa, o Facebook ressalta que essas pessoas "são grupos essenciais para permitir eleições democráticas, manter governos e organizações responsáveis por suas ações e defender direitos humanos ao redor do mundo". O Facebook também está facilitando a configuração da autenticação em duas etapas para esses grupos com maior risco de terem suas contas comprometidas. Além da autenticação em duas etapas, o Facebook Protect monitora potenciais ameaças de invasão nos perfis e páginas desses usuários.


Fonte: Oleg Magni/Pexels

Esse programa foi testado pela pela primeira vez em 2018 e o Facebook expandiu o projeto para as eleições de 2020 nos Estados Unidos. Em setembro do mesmo ano, a empresa levou o Facebook Protect para outros países. Desde então, mais de 1,5 milhão de contas passaram a integrar o programa. Dessas, quase 950 mil ativaram a autenticação em duas etapas que antes não possuíam. O Facebook quer expandir o programa para mais de 50 países até o fim deste ano, além do Brasil.

Críticas de proteção de dados e ataques à democracia

Nos últimos meses, o Facebook (agora Meta) foi alvo de delações de ex-funcionários referente ao modo como a empresa de Mark Zuckerberg lidava com discursos de ódio, fortalecia a polarização e se omitia para combater outras atitudes ofensivas (como o genocídio da etnia ruainga em Mianmar). Uma ex-funcionária denunciou que a empresa tinha noção do uso lesivo do Facebook, a rede social não a empresa matriz, para minar a democracia americana e disseminar fake news nas eleições. Junto disso, a empresa nada fez para evitar os discursos de ódio e fake news em 2020. 

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Outro caso marcante da rede social foi o da empresa de dados Cambridge Analytica. A imprensa americana revelou que o Facebook sabia que a empresa de dados acessava informações pessoais dos usuários da rede, como deslocamento geográfico, sem consentimento e usava para traçar estratégias de campanhas políticas altamente focadas. Mais de 87 milhões de contas foram espionadas. Essas campanhas ultra direcionadas focavam em temas pertinentes a cada um dos usuários através propagandas tendenciosas e com informações falsas

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