Tesla: ex-funcionária processa a empresa por assédio sexual
Créditos: Divulgação/Tesla

Tesla: ex-funcionária processa a empresa por assédio sexual

Empresa propiciava um ambiente hostil em que atitudes sexistas eram toleradas

Uma ex-funcionária da Tesla, fabricante de automóveis de Elon Musk, está processando a empresa por permitir um ambiente de trabalho hostil onde assédio sexual era frequente. Jessica Barraza, que foi contratada pela fabricante em 2018, deu declarações de que era constantemente alvo de comentários sexuais e contatos físicos inapropriados. Barraza informou ainda que os diretores da fábrica de Fremont não apenas estavam cientes da situação como também cometiam assédio.

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Em uma entrevista para o Washington Post, primeiro veículo a informar o ocorrido, a ex-funcionária da empresa contou que a constante prática de assédio a levou a desenvolver transtorno de estresse pós-traumático. Devido ao diagnóstico, ela se afastou do trabalho por motivos de saúde. Barraza relatou que suas colegas de Tesla também eram alvos de comentários sobre seus corpos e contato físico agressivo. Apesar de ter revelado os problemas para o RH da fabricante, o departamento não agiu para protegê-la. Com o processo de Barraza, outras funcionárias da empresa começaram a relatar outros casos de assédio.

As acusações da ex-assistente de produção da fábrica de Fremont são também grave ao mostrar que diretores e gerentes sabiam dos assédios e os praticavam. No processo enviado para a justiça do estado da Califórnia, Barraza acusa ainda que a falha da empresa em punir essas condutas produziu um ambiente tóxico de trabalho. A ex-funcionária disse que sentia "diminuída, humilhada e traumatizada" na Tesla. O processo diz ainda que o chão de fábrica mais parece uma fraternidade universitária do que uma empresa de alto nível. E esta não é a primeira vez que a fabricante é processada por más condições de trabalho.

Também em Fremont, onde são fabricados os carros Model S, Model 3, Model X, e Model Y, um funcionário foi vítima de racismo. Neste caso, a Tesla foi condenada em outubro a pagar 137 milhões de dólares por danos morais. Uma funcionária, inspirada pelo processo de Barraza, também relatou ao Washington Post a cultura de assédio que acontece em outro fábrica, também localizada em Fremont.

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O veículo The Verge e o Washington Post explicam que casos de processo contra a fabricante são raros pelo seguinte motivo: os funcionários assinam acordos em que "abrem mão" dos direitos judiciais ao trabalhar na companhia. O advogado de Barraza alega que o acordo é ilegal.

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Fonte: Washington Post, The Verge
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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