Brasileiros gastam R$ 5,2 bilhões a mais nas contas de luz por erros do setor de energia
Créditos: Reprodução/Ideal Energia Solar

Brasileiros gastam R$ 5,2 bilhões a mais nas contas de luz por erros do setor de energia

Auditoria revela erros de cálculos entre os anos de 2017 e 2020 que resultaram em faturas mais caras do que deveriam

A conta de luz dos Brasileiros aumentou em setembro, passando para R$ 14,20 a cada 100kWh. A necessidade do aumento foi atribuída a atual crise hídrica que o país vêm enfrentando. Não bastasse o aumento na conta de luz, a atual situação econômica nacional vêm encarecendo o custo de vida em diversas áreas. Entretanto, o portal Estadão obteve acesso a uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), revelando que o consumidor pagou entre 2017 e 2020 mais de R$5,2 bilhões na conta por erros de calculo cometidos pelo governo.

01/09/2021 às 09:38
Notícia

Conta de luz aumenta para R$ 14,20 a cada 100 kWh

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De acordo com o que foi apurado pela CGU o valor de R$2,2 bilhões foram utilizados para bancar custos relacionados a geração de energia em hidrelétricas, isso porque a capacidade usada como referência pelo governo para abastecer o Brasil está desatualizada. Segundo os dados, as usinas não produzem a quantidade de energia que dizem produzir, dessa forma cabe ao consumidor pagar a diferença.

Alem disso, outro erro de calculo realizado pelo governo é referente a programação da usina de Belo Monte. Durante a fase de motorização da usina, a produção de energia esperada não aconteceu. Dessa forma, o governo necessitou comprar essa energia de outras usinas, aumentando o custo das contas de luz desnecessariamente em mais R$ 2,3 bilhões. Por último, R$ 683 milhões estão relacionados a atrasos em linhas de transmissão, o que fez com que usinas da Amazônia tivessem de liberar a água, sem produzir energia, afinal as linhas de transmissão não estavam prontas. 

É necessária a rediscussão da alocação desses custos, especialmente aqueles relacionados a questões alheias ao risco hidrológico, de modo que não sejam os consumidores de energia elétrica os únicos a suportarem os efeitos financeiros - afirmou a CGU

 

O decreto 2.655, de 1998, prevê que a cada cinco anos toda usina hidrelétrica precisa revisar a sua "energia assegurada". O cálculo permite a realização de simulações que apontam quanta energia cada usina é capaz de produzir. Com a defasagem dos equipamentos e as alterações no ciclo das chuvas, é comum que as usinas percam capacidade de produção com o decorrer dos anos. Entretanto, as revisões não são realizadas, o que resulta em números não fidedignos e no final é o consumidor quem arca com o custo. Pois se uma usina vende mais energia elétrica do que consegue produzir, quem paga mais caro será o consumidor.

Os técnicos da Controladoria-Geral da União afirmam que o Ministério de Minas e Energia (MNE) deve revisar as garantias físicas (volume de energia) das usinas até 2024, com efeitos aplicados em 2025. Tal revisão irá permitir uma visão acertada sobre o real potencial de produção de cada usina de energia.

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Fonte: Estadão
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Luiz Schmidt

Estudante de jornalismo na UFSC. Amante de games, anime, manga e cultura japonesa. Gosta de escrever histórias de horror nas horas livres e sonha em publicar um livro.

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