Pix: nova fraude mira micro e pequenos empresários
Créditos: Divulgação/Banco Central

Pix: nova fraude mira micro e pequenos empresários

Golpistas se passam por fornecedores e pedem transferências

O Banco Central adicionou uma medida para evitar golpes e sequestros relâmpagos que utilizam o Pix para realizar os pagamentos. Mas é como diz o ditado: o rato tá sempre na frente do gato. E agora já surgiu um novo golpe que se aproveita do horário comercial para receber transferências através do sistema de pagamento digital. 

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O aumento do uso do Pix pelos consumidores e lojistas, como já seria esperado, chama a atenção de criminosos, que estão sempre se reinventando para aplicar golpes. Não só no Pix, claro, vide os casos de golpistas que criaram pirâmides de Bitcoin. A criatividade dos bandidos é sempre grande, assim como a ganância por lucro fácil e rápido

Agora uma nova investida foi descoberta pela plataforma de proteção de identidades digitais AllowMe, empresa especializada em proteção de identidades digitais e prevenção a fraudes cibernéticas. O novo golpe no Pix tem como foco as micro e pequenas empresas e recebeu o nome de "golpe do falso fornecedor".

Segundo a empresa, esta prática começou a ser vista com mais intensidade nas últimas semanas e combina engenharia social à falha humana no processo corporativo de pagamentos de fornecedores. As principais vítimas são empresas de pequeno porte, mas o valor destas fraudes ainda é incerto: cada tentativa bem-sucedida pode causar danos de R$10 a até R$10 mil às corporações.

Fraude utiliza método antigo de trocar ou dobrar letras

No golpe do falso fornecedor, os golpistas abrem contas de Pessoa Jurídica (PJ) em bancos digitais, que é um processo muito prático, em nome de empresas falsas, mas com nomes similares a corporações já conhecidas (prática conhecida como semelhança semântica, em que geralmente uma letra é trocada ou "dobrada", de maneira a confundir a vítima). Idêntico aos e-mails falsos que se passam por operadoras de internet, como CIaro usando um "i" maiúsculo no lugar do "L" minúsculo.

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Com a conta aberta, os criminosos entram em contato com os empreendedores. Eles se passam por fornecedores da empresa que fingem representar, informam que houve uma alteração nos processos de pagamentos via Pix e solicitam uma transferência de confirmação ou de teste para cadastro. Com a transação realizada o golpe é consumado. Lembre-se: não é necessário realizar nenhuma transferência para confirmar ou testar um cadastro. Ao criar sua chave Pix, você já pode realizar transferência para qualquer pessoa ou empresa.

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"Os fraudadores podem ter acesso à lista de fornecedores de várias maneiras: por vazamento de dados na internet, por informações internas ou até mesmo entrando no site da empresa e vendo um selo no rodapé da página. Há casos em que os criminosos solicitam no contato o valor exato da fatura do contrato entre as empresas", destaca Ranier Aquino, analista de segurança da informação do AllowMe.

Segundo Aquino, o foco deste tipo de golpe são empresas com processos menos rígidos de pagamento de fornecedores e com menos camadas de aprovação, como as pequenas empresas. Além disso, para que a prática dos criminosos tenha êxito, é necessária uma dose de desatenção por parte das pessoas encarregadas de realizarem as transferências financeiras, uma vez que o Pix exibe uma tela de confirmação com nome da empresa destinatária, CNPJ e banco.
 

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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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