Huawei com asas: congressistas norte-americanos sugerem banir DJI dos EUA
Créditos: Reprodução/DJI

Huawei com asas: congressistas norte-americanos sugerem banir DJI dos EUA

A alegação é que os produtos da empresa são um risco à segurança nacional

Os problemas da DJI com o governo dos EUA parecem longe de acabar. Brendan Carr, membro republicano sênior da Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos, chamou a empresa chinesa de “Huawei com asas” na terça-feira e pediu uma proibição geral de seus no país. 

Pentágono contraria próprio relatório e diz que
drones da DJI representam uma ameaça

Carr está recomendando na FCC que os produtos da DJI, que atualmente é uma das maiores fabricantes de drones do mundo, sejam colocados em uma “lista negra” de forma similar ao que ocorreu com a Huawei em 2019 sob alegação de “risco à segurança nacional”. Com relação à Huawei, as sanções impostas pelos Estados Unidos fizeram que a situação financeira se deteriorasse rapidamente e sua participação no mercado de smartphones também foi bem prejudicada. Com isso ela acabou tendo que investir em outras áreas como carros elétricos. 

Huawei com asas: congressistas norte-americanos sugerem banir DJI dos EUA
Brendan Carr, membro republicano sênior da Comissão
Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos
(Reprodução/FCC)

De acordo com o comunicado divulgado pela FCC na última terça-feira, a DJI detém uma fatia de mais de 50% no mercado de drones nos Estados Unidos. "A coleção de vastas quantidades de dados confidenciais da DJI é especialmente preocupante, dado que a Lei de Inteligência Nacional da China concede ao governo chinês o poder de obrigar a DJI a ajudá-lo em atividades de espionagem”, disse Carr no comunicado. "De fato, o Departamento de Comércio colocou a DJI em sua Lista de Entidades no ano passado, citando o papel da empresa na vigilância e abuso da China comunista de Uyghurs em Xinjiang", continuou o republicano.

A DJI sempre negou as acusações de que espiona para o governo chinês. Meses atrás um relatório do Pentágono confirmou que os drones da empresa eram seguros para uso por agências governamentais e outras organizações nos Estados Unidos, já que não foram encontrados códigos maliciosos ou indícios de espionagem. Algum tempo depois este mesmo relatório foi contrariado pelo Departamento de Defesa, que reiterou que os drones da empresa chinesa são um risco à segurança nacional.

Mesmo com as alegações de espionagem, forças de segurança dos Estados Unidos continuam comprando drones da DJI. No mês passado foi confirmado que o Serviço Secreto comprou oito drones da empresa chinesa no final de julho deste ano e o FBI teria comprado 19 drones na mesma época.

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Brendan Carr diz que os drones da DJI e as tecnologias de vigilância incorporadas “coletam uma grande variedade de dados confidenciais”. O republicado diz que os drones coletam desde “imagens em alta resolução de locais críticos até dados como a temperatura corporal e a taxa de batimentos cardíacos de pessoas”. Ele também afirma que os aplicativos da DJI também coletam informações pessoais do operador do drone e que estes dados poderiam ser utilizados pelo governo chinês.

Ainda com relação à DJI, Carr citou pontos como um alerta em 2019 do Departamento de Segurança Interna mencionando "fortes preocupações com qualquer produto tecnológico que leve dados americanos para o território de um Estado autoritário que permita que seus serviços de inteligência tenham acesso irrestrito a esses dados ou abusem do acesso a eles" e a proibição também em 2019 da compra de drones pelo Departamento de Defesa sob alegações de risco à segurança nacional.

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Fonte: Brendan Carr (Twitter), FCC, BGR
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Fabio Rosolen

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