Implante no cérebro foi capaz de aliviar depressão severa de uma paciente
Créditos: Pexels/David Cassolato

Implante no cérebro foi capaz de aliviar depressão severa de uma paciente

Técnica utiliza uma espécie de “marcapasso” cerebral, que dispara pulsos elétricos para quebrar o ciclo de sintomas

30/01/2021 às 19:34
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Em um procedimento considerado inédito, cientistas da Universidade da Califórnia, Campus São Francisco (UCSF), utilizaram um implante cerebral para o tratamento de uma paciente com um caso crônico e severo de depressão. 

O anúncio foi realizado nesta semana, por meio de uma publicação na revista científica Nature, que destacou o feito como um importante marco de sucesso para o tratamento de doenças psiquiátricas. 

De acordo com o Professor Andrew Krystal, da UCSF, a equipe desenvolveu um dispositivo de alta precisão, capaz de identificar e modular o funcionamento dos campos cerebrais associados com o comportamento e com os sintomas ligados à depressão. 

Esse dispositivo opera praticamente como um marcapasso neural, emitindo pequenos pulsos elétricos que “resetam” os circuitos cerebrais associados a comportamentos nocivos e sentimentos negativos.

Casos de depressão afetam mais de 280 milhões de pessoas no mundo

Alívio imediato para um antigo problema

Em uma teleconferência realizada logo antes da publicação da pesquisa, a paciente de 36 anos, nomeada apenas como “Sarah”, afirmou que o implante havia transformado a sua vida. Segundo Sarah, há cinco anos ela vinha passando por intensos tratamentos medicamentosos.

Ainda assim, nenhuma combinação de remédios ou de eletroconvulsoterapia surtiu efeito em sua depressão. Ela afirmou que se sentia “torturada por pensamentos suicidas todos os dias”, chegando a mencionar estar “no fim da linha”.

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A paciente relatou que, logo após o procedimento, sentiu um enorme alívio (algo que já dura por um ano, desde o implante). Ela também destacou que a cada vez que tem atividade neural associada com pensamentos obsessivos ou depressivos, os eletrodos descarregam um pulso elétrico, capaz de parar o ciclo da doença.

Entendendo o cérebro a fundo

A técnica utilizada é conhecida como Deep Brain Stimulation (DBS). Sua aplicação tem sido recorrente em casos de epilepsia ou da Doença de Parkinson. Ainda assim, o seu uso contra casos de depressão ainda era bastante limitado, pelo pouco conhecimento do funcionamento cerebral e de seus circuitos internos. 

A descoberta da UCSF é importantíssima pela identificação dos padrões de atividade neurais ligados aos sintomas de depressão. Segundo os pesquisadores, há um “biomarcador” específico ligado à amígdala cerebral, responsável pelos padrões observados em casos de depressão. Normalmente, essa estrutura está relacionada à resposta contra ameaças. 

Mais pesquisas adiante

Apesar do sucesso obtido com Sarah, os pesquisadores destacam que ainda é muito cedo para declarar vitória, uma vez que cada pessoa parece ter o seu próprio conjunto de estruturas neurais e padrões, que precisam ser estudados e identificados antes de qualquer tentativa de implante. 

Trata-se, também, de um procedimento muito invasivo e potencialmente danoso ao corpo humano, como destacou Katherine Scangos. A expectativa é de que essas pesquisas esclareçam mais detalhes do funcionamento cerebral associado à depressão, pavimentando o caminho para novas técnicas e tratamentos não-invasivos. 

Além de Sarah, outros 2 pacientes com caso severo de depressão entraram no programa da UCSF. A expectativa é de que 12 pessoas ao todo participem. Além das pesquisas na Universidade da Califórnia, a Universidade de Medicina de Baylor, em Houston, também está realizando testes com implantes personalizados para o tratamento dos sintomas. Espera-se a publicação de resultados positivos em breve. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão hoje afeta mais de 280 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que até 30% desse total não responde bem aos tratamentos medicamentosos disponíveis atualmente, demonstrando a importância do avanço de pesquisas como a divulgada aqui. 

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Via: Ars Technica, Veja
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Igor Pankiewicz

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