Relatório interno do Facebook mostra efeitos do Instagram na saúde mental
Créditos: Reprodução/Instagram

Relatório interno do Facebook mostra efeitos do Instagram na saúde mental

Empresa diz que documento não mostra que Instagram é tóxico para meninas adolescentes

 

No início de setembro, o The Wall Street Journal publicou que o Facebook, por meio de uma pesquisa interna, já sabia do impacto do Instagram na saúde mental de adolescentes. Para se defender, a rede social do Mark Zuckerberg publicou na íntegra o documento e afirmou que a pesquisa não mostra que o Instagram é prejudicial para garotas. Você pode conferir os resultados aqui e aqui.

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Na publicação em seu site, o Facebook parece fazer algo como mea culpa ou um "não tá ruim mas também não tá bom", "mas com outro também acontece". "Essa pesquisa, assim como outras externas, mostrou que adolescentes relatam experiências negativas e positivas com redes sociais", diz o texto em um tópico. Contudo, o Facebook fez um malarabismo para responder o The Wall Street Journal. O jornal (e o estudo da empresa) mostrou que 32% das adolescentes que se sentiam mal com seus corpos acabaram se sendo ainda pior ao usar o Instagram. O Facebook justificou dizendo que essas 32% eram garotas que haviam marcado anteriormente na pesquisa que tiveram problema de autoestima nos últimos dias. Ou seja... Continua ruim, Zuckerberg.

Em um dos slides, um gráfico mal feito de pirâmide (que eles explicam não representar hierarquia, mas só estética), mostra que das mais de 1200 entrevistas, entre 60% e 70% delas responderam "ter que ser feliz" para a pergunta "o que você considera como saúde mental?". Existem uma série de estudos que mostram como a positividade tóxica, a "obrigação de ser feliz" é mais prejudicial que benéfica. Brock Bastian, pesquisador da Faculdade de Ciências Psicológicas da Universidade de Melbourne, na Austrália, é autor de um desses diversos estudos. Para Bastian "a experiência da positividade tóxica pode não ser uma postagem específica, um comentário ou uma série de comentários, e, sim, um sentimento que toma conta do usuário aos poucos, à medida que ele consome mais conteúdo de pessoas que compartilham apenas o melhor e os mais emocionantes momentos de suas vidas". Estar bem não é sinônimo de estar feliz todo o tempo, mas de saber que haverá momentos tristes e ruins. Acreditar na obrigação de ser sempre feliz, algo que vemos muito através do Instagram, é um equívoco. A verdade é que com as redes sociais nós podemos controlar o que queremos mostrar para as pessoas

Em agosto o Facebook lançou a ferramenta Limits para o Instagram. Com o objetivo de diminuir o cyberbulling e o assédio a menores de idades, o usuário limita quem pode enviar mensagens (como deixando só para seguidores) ou esconde completamente o botão de Directs. Também é possível limitar os comentários nas publicações. Junto disso foi lançado o Hidden Words (Palavras Ocultas), que permite filtrar palavras ofensivas dos comentários. Esses comentários são enviados para uma pasta oculta e o usuário nunca precisará abrir.

Polêmica com Instagram Kids

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Em março o Facebook anunciou o projeto de um Instagram para crianças. Nesta semana a empresa anunciou que o projeto foi adiado. A ideia por trás dessa nova rede social era proteger as crianças. Apesar de existir outros métodos mais seguros para proteger esse público do que uma rede social para menores de 13

A primeira opção seria de aumentar a idade mínima para utilizar o Instagram. Hoje somente maiores de 13 anos podem criar conta. Em uma sociedade com tantos problemas de superexposição e crianças sendo crianças, ainda em desenvolvimento, o uso de redes sociais tão cedo pode trazer problemas para a saúde mental no futuro. Seja com bullying, com padrões de beleza forçados ou com besteiras das quais eles se arrependeriam no futuro. 

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A segunda é mais difícil do Facebook controlar (ou querer fazer): educar os pais sobre os riscos e perigos de adolescentes utilizarem redes sociais e se super exporem. Mas a verdade é que em muitos casos os próprios pais (e a população como um geral) acaba utilizando excessivamente as redes sociais sem perceber os problemas que isso causa. A educação vem de berço.

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Via: The Verge, O Globo Fonte: Facebook
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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