Piora da crise hídrica levou governo a pedir estudo sobre retorno do horário de verão
Créditos: Dragos Gontariu/Unsplash

Piora da crise hídrica levou governo a pedir estudo sobre retorno do horário de verão

Apesar de resultado da ONS dizer que medida não trará mudança, proposta será discutida em audiência pública

Dois anos após ser encerrado no Brasil, o horário de verão pode retornar para a vida dos brasileiros. O motivo é a extensa crise hídrica enfrentada pelo país que está afetando as usinas hidrelétricas, deixando-as sem água nos seus reservatórios e afetando a produção de energia. A medida foi extinguida em 2019 pelo governo Bolsonaro após 88 de uso.

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O Ministério de Minas e Energias (MME) pediu que o órgão de direito privado Operador do Novo Sistema Elétrico (ONS), que fica sob a fiscalização da Aneel, realizesse um novo estudo sobre a aplicação do horário de verão no Brasil. O motivo da requisição, de acordo com o Ministério, é a custosa crise hídrica que enfrenta o Brasil. 

O resultado do estudo divulgado pela ONS foi de que o retorno do horário de verão não trará mudanças para a economiza de energia no país, manterá o consumo no mesmo patamar. Mas ainda assim, haverá uma audiência pública na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados no dia 22 de setembro, próxima quarta-feira, para discutir o impacto positivo do horário de verão no setor de turismo e na economia (dessa vez financeira) do Brasil. Segundo os empresários do setor, a prática aumenta o consumo nos estabelecimentos de lazer, como bares e restaurantes. Como esses empresários foram muito afetados pela pandemia, a medida viria em um ótimo momento para auxiliar na recuperação.


Fonte: Dragos Gontariu/Unsplash

Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), diz que o horário de verão, que dá uma hora a mais de luminosidade ao dia, sempre trouxe um aumento de consumo dos clientes nos estabelecimentos. Esse papel da medida é sentindo também em outros setores, como comércio e shopping. O governo do estado de Santa Catarina, onde o turismo ainda é uma grande fonte de renda no verão, já se posicionou a favor da volta do horário de verão.

A principal crítica contra a implementação da medida é que ela afeta o relógio biológico do ser humano, já que o que se ganha de luz no fim do dia, se perde na manhã. A adaptação é mais difícil que um jet lag (efeito de viajar para outro fuso horário) pois dura por mais tempo. Adolescentes e crianças são mais afetadas por isso do que adultos.

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horário de verão surgiu no Brasil em 1933, durante o governo de Getúlio Vargas. De 1985 até 2007 ele foi realizado sem data fixa, o que prejudicava setores de tecnologia que precisavam adequar horários. Em 2008, por decreto, o governo Lula fixou as datas da medida. Em abril de 2019, também por decreto, Bolsonaro extinguiu a prática no país.

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Fonte: G1, iG, G1
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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