Conta de luz aumenta para R$ 14,20 a cada 100 kWh
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Conta de luz aumenta para R$ 14,20 a cada 100 kWh

O Governo Federal anunciou bandeira tarifária 'escassez hídrica' inédita no país

O Governo Federal acaba de anunciar novas medidas para a cobrança do consumo de energia dos brasileiros. Na última terça-feira, dia 31, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou a "bandeira tarifária escassez hídrica", que aumenta em quase 50% o valor então cobrado na bandeira 2. O valor sai de R$ 9,42 para R$ 14,20 por cada 100 kW/h consumidos.

30/08/2021 às 10:36
Notícia

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A nova cobrança entra em vigor a partir da quarta-feira, dia 1 de setembro. A previsão da Aneel é de que a tarifa se mantenha até 30 abril de 2022. Ou seja, a conta permanecerá mais alta pelos próximos sete meses. Essa é uma mudança do que era feito até hoje, quando a cor da bandeira era definida mensalmente, dependendo do consumo e produção de energia no país. 

Ao total, o aumento é de 49,63%, em relação a bandeira 2, que já era, até então, a mais cara. O sistema aderido pelo Brasil inicia com a bandeira verde, sem custos adicionais e passa para a amarela, com custo de R$ 1,87. Em seguida, inicia a bandeira vermelha, que sobe o preço da conta de luz para R$ 3,97, ela foi dividida também na bandeira vermelha 2, com custo ainda mais alto, de R$ 9,42, sempre considerando cada 100 KWh consumidos. Essa última era a que estava em vigor até o final de agosto. 

O motivo do aumento, segundo o governo federal, é a piora da crise hídrica, devido as secas. As chuvas na região sul ficaram abaixo do previsto - que já não era uma visão otimista -, impactando, diretamente, na geração de energia das hidroelétricas, principal fonte de energia no Brasil.  Para suprir o déficit está sendo necessário comprar energia de termoelétricas, que possuem o custo mais alto e, fazer a aquisição de países vizinhos, o que também resulta em preços maiores. 

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Além do aumento do preço, outras medidas estão sendo feitas para diminuir o consumo. Órgãos públicos federais estão com meta de redução de 20%, para diminuir custos. Também foi divulgado a possibilidade de descontos na conta dos consumidores que reduzirem seu consumo, mas não está muito claro como e de que forma isso irá ocorrer. As ações começaram a ser anunciadas durante 2021. 

O Brasil vive hoje a pior seca dos últimos 91 anos. Apesar de problemática, especialistas climáticos já previram o problema. “Essa crise atual vem sendo veiculada já desde o final do ano passado", informa o climatologista e professor de ciências atmosféricas da USP, Pedro Leite da Silva Dias, em entrevista ao Fantástico. Ainda assim, um plano de ação para evitar desabastecimento não foi enviado pelo governo federal. 

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Via: G1
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Ana Luiza Pedroso

Ana Luíza é técnica em informática formada pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e graduanda de Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Compõe o quadro de estagiários do Adrenaline e Mundo Conectado desde 2018, publicando notícias. Aprende muito todos os dias sobre o universo de hardware, games e tecnologia.

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