ARM revela o PlasticARM, um processador completamente flexível, feito de plástico
Créditos: Pexels/Ketut Subiyanto

ARM revela o PlasticARM, um processador completamente flexível, feito de plástico

Tecnologia desenvolvida pela ARM substitui o silício para a construção de chips e pode revolucionar trazendo flexibilidade total para dispositivos vestíveis

Os Wearables já fazem parte do nosso cotidiano, graças a dispositivos como smartwatches e pulseiras inteligentes. Contudo, eles utilizam o silício cristalino como substrato para a fabricação dos processadores e de outros componentes internos. Isso os impede de serem totalmente flexíveis, limitando as aplicações da tecnologia a alguns formatos. 

21/07/2021 às 19:06
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Agora, uma nova geração de materiais está sendo testada, visando criar dispositivos vestíveis flexíveis de verdade, incluindo até mesmo os componentes internos. Uma das inovações nessa área é o PlasticARM, um chipset completo da empresa inglesa ARM, fabricado utilizando plástico. 

O PlasticARM foi anunciado em uma publicação da revista científica Nature, feita no dia 21, na qual a ARM explica em detalhes como foi possível construir o processador.

Ele utiliza a tecnologia de TFT (thin-film transistors, ou transístores de película fina), adaptada ao substrato plástico. Segundo a publicação, foram necessários vários ajustes no processo de construção para que as camadas condutoras e isolantes funcionassem adequadamente. A ARM destaca que os custos de fabricação com essa tecnologia serão mais baixos em relação aos tradicionais MOSFETs, fabricados com wafers de silício. 

 

Especificações do chipset PlasticARM

O processador PlasticARM demonstrado na publicação da Nature tem uma área de 59,2 mm², na qual estão contidos 56.340 dispositivos TFT tipo-n e resistores, 18.334 portões lógicos NAND2, 456 bytes de ROM e 128 bytes de RAM. Ele opera em frequências de até 29 kHz, consumindo apenas 21 mW. 

Segundo a ARM, essa é uma quantidade de componentes lógicos 12x maior do que a vista em chips flexíveis similares. Apesar do salto expressivo, o PlasticARM continua sendo um chipset muito simples do ponto de vista do poder de processamento. Ainda assim, vale ressaltar que ele é um protótipo completamente funcional de arquitetura ARM 32-bit, sendo um marco na evolução da tecnologia. 

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Um futuro digno de ficção científica?

Apesar de ser promissora, a tecnologia de chipsets flexíveis da ARM não veio para substituir os processadores tradicionais, feitos em silício. A empresa acredita que eles vão coexistir, tendo aplicações bem diferentes. 

O ponto mais interessante é que esse avanço permitirá embarcar componentes inteligentes em praticamente qualquer objeto ou embalagem. Já imaginou ter um curativo capaz de ler o grau de cicatrização e detectar seus problemas de saúde? Ou quem sabe roupas confortáveis com sensores de temperatura e de contaminação? Em breve, as possibilidades serão praticamente infinitas.

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Via: GSM Arena Fonte: Nature
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Igor Pankiewicz

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