Universidade de Stanford desenvolve transistores com espessura "atômica"
Créditos: Jeremy Zero/Unsplash

Universidade de Stanford desenvolve transistores com espessura "atômica"

Método de fabricação cria transistores flexíveis com menos de 100nm

A Universidade de Stanford, sediada em Palo Alto, Califórnia, publicou no dia 17 de junho um artigo científico na Nature Eletronics sobre a invenção de um método de fabricação de transistores flexíveis ultrafinos. Essa tecnologia permitirá a criação de vestíveis implantados no corpo humano e chips integrados em outros aparelhos conectados à internet das coisas.

07/05/2021 às 11:10
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O processo de miniaturização de transistores ultrafinos e flexíveis esbarra em problema de eficiência. Chega um momento que não existe uma performance considerável do produto. Porém, o método de fabricação desenvolvido por Stanford contorna esse obstáculo. Chamado de "flextronics", flextrônico em uma tradução livre, a tecnologia consegue manter uma alta eficiência energética e atingir uma alta performance.

Entre as dificuldades em produzir um transistor flexível é que os substratos de plástico derretem devido ao calor do processo de fabricação. A Universidade de Stanford contornou esse problema utilizando um substrato não flexível. Em cima de uma placa sólida de silicone revestida com vidro, é criada um filme de dissulfeto de molibdênio atomicamente fino, sobreposto com nano-eletrodos de ouro. Como o processo é realizado em silicone, o transistor pode ser desenvolvido com as técnicas já existentes, algo que não é possível com substratos de plástico.


Fonte: Victoria Chen/Alwin Daus/Pop Lab

A técnica de produção atinge uma temperatura de 850ºC. Um substrato de plástico derreteria em 360º. Por produzir os passos iniciais em silicone sólido, rígido e permitir que ele seja resfriado, os pesquisadores de Stanford conseguem aplicar o material flexível sem causar danos. Conforme ilustrado pela imagem acima da etapa final, é dado um banho deionizador em que o transistor é removido como uma fina pele.

Um dos possíveis usos dessa tecnologia será a criação de vestíveis para uso na área médica. Usando de exemplo um procedimento "popular", os transistores flexíveis poderão ser usados na implementação de marcapassos cardíacos menores e mais eficientes. Atualmente, um aparelho do tipo gera energia por até 10 anos. No futuro, com a tecnologia de alta eficiência criada pela universidade, um paciente poderá passar até a vida inteira com o marcapasso, sem trocar a bateria do aparelho.

Fonte: Engadget, SciTech Daily
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Felipe Freitas

Felipe Freitas é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mas, segundo quase todo mundo, tem cara de quem fez Sistemas. Começou nos jogos com o SNES do seu tio, nunca passou da parte da montanha em Legend of Legaia e adora jogos com histórias bem feitas. Não perde a chance de fazer uma Jojo Pose.

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