Falta de chips deve levar anos para acabar, indica CEO da Intel
Créditos: Intel

Falta de chips deve levar anos para acabar, indica CEO da Intel

Escassez de componentes está aumentando o preço de produtos como placas de vídeo

A indústria da tecnologia está passando por uma escassez de chips que está inflando o preço de produtos como placas de vídeo, e a tendência é que o cenário não melhore tão cedo. Durante a Computex 2021, o CEO da Intel, Pat Gelsinger, comentou sobre o cenário atual da indústria e deu um parecer nada positivo sobre os próximos anos.

De acordo com o comandante da Intel, uma das maiores fabricantes de chips do mundo, a indústria vai demorar "alguns anos" para conseguir se recuperar do baque causado pela pandemia do coronavírus. Gelsinger reconhece que já existem ações que podem ajudar a mitigar parte do problema em curto prazo, mas será necessário um esforço duradouro para superar de vez a crise.


Pat Gelsinger, CEO da Intel. (Imagem: TechPowerUp/Reprodução)

"Embora a indústria tenha tomado medidas para lidar com as restrições de curto prazo, ainda pode levar alguns anos para o ecossistema lidar com a escassez de semicondutores, substratos e componentes", disse o CEO da Intel. O comandante da empresa também revelou planos para tentar contornar o momento difícil.

Segundo Gelsinger, a empresa vai criar fábricas nos Estados Unidos e Europa para acelerar a oferta de semicondutores globalmente. Em março, a companhia revelou um plano de US$ 20 bilhões para expandir a capacidade de produção da empresa. 

13/04/2021 às 08:58
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A Reuters ressalta que os investimentos podem ajudar a Intel na briga contra as concorrentes TSMC e Samsung, que possuem tecnologias avançadas de fabricação, mas também estão sofrendo com as consequências da pandemia do coronavírus. Pat Gelsinger disse que a empresa está buscando uma abordagem mais "colaborativa" para garantir sucesso na empreitada, acompanhando mais partes da linha de montagem e distribuição.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que o CEO da Intel comenta sobre a possível demora na resolução da escassez de chips. Em abril, o executivo comentou sobre o assunto ao jornal Washington Post e revelou que os problemas devem durar pelo menos dois anos.

A pandemia do coronavírus afetou as fábricas de semicondutores, que estão trabalhando com potencial de produção reduzido para evitar a proliferação do vírus. Por outro lado, a demanda por chips não para de crescer, já que as pessoas estão passando mais tempo em casa e utilizando mais eletrônicos.

Via: Tech Power Up, Reuters
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Mateus Mognon

Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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